Omoda 4 no Brasil: o que esperar do novo SUV híbrido da marca
- 07/11/2026 05:00
- Redação
A Omoda Jaecoo prepara a chegada do Omoda 4 ao Brasil para 2027. O crossover deverá estrear entre julho e agosto, inicialmente com motorização híbrida plena flex, enquanto uma configuração totalmente elétrica também está prevista para o mercado nacional. O modelo foi apresentado durante o Chery User Summit 2026 em Wuhu, China, onde foi possível conhecer as duas alternativas de propulsão.
Apesar de ocupar uma posição inferior ao Omoda 5 na hierarquia da marca, o novo veículo não é necessariamente menor. O Omoda 4 mede 4,42 metros de comprimento e tem 2,70 m de entre-eixos. Seu irmão mais velho possui dimensões externas semelhantes, mas distância entre eixos é menor, com 2,61 m. A diferença de nove centímetros favorece o espaço para os passageiros traseiros. Ou seja, aquela proposta de um SUV menor, para concorrer com Volkswagen Tera ou Fiat Pulse não se aplica. Para isso, a empresa vai lançar um outro carro, possivelmente chamado de Jaecoo 3.
O desenho do novo Omoda 4 e um dos seus grandes atrativos. Ele segue a linguagem chamada pela fabricante de Cyber Mecha, com superfícies angulosas, vincos marcados e elementos inspirados no universo dos videogames e dos robôs japoneses. Esse visual também foi aplicado no conceito Omoda X. Essa estética futurista é vista tanto nas superfícies facetadas da carroceria quanto no interior da cabine, equipada com comandos físicos estilizados e interfaces digitais.
A configuração híbrida exibida e que a CNN Brasil teve acesso na China utiliza motor 1.5 turbo a gasolina, de quatro cilindros, associado a uma unidade elétrica. O conjunto entrega potência combinada de 224 cv e torque máximo de 30,1 kgfm. O motor a combustão desenvolve 135 cv e 20,4 kgfm, enquanto o elétrico pode atingir 204 cv.
Omoda 4 HEV: SUV confirmado para o Brasil • Thiago Ventura/CNNA transmissão DHT, sigla para Dedicated Hybrid Transmission, gerencia a atuação dos dois motores. O sistema permite que o veículo circule predominantemente com tração elétrica em determinadas condições, enquanto o propulsor a gasolina pode funcionar como gerador ou transmitir força às rodas. A tração é dianteira.
A bateria tem capacidade de 1,83 kWh e não precisa ser conectada a uma tomada, ou seja, é um carro HEV. Sua recarga ocorre por recuperação de energia nas desacelerações e pelo funcionamento do motor térmico. O consumo informado na ficha técnica chinesa é de 19,2 km/l em percurso rodoviário.
O tanque tem capacidade para 51 litros. Não foi possível realizar um teste drive longo para observar melhor o comportamento do carro em diferentes situações. Para o Omoda 4 vendido no Brasil no próximo ano haverá uma grande novidade: o carro já chega flex. Nessas condições, normalmente, o consumo tende a ser maior.
Omoda 4 HEV: SUV confirmado para o Brasil •O Omoda 4 também tem uma versão elétrica, que utiliza motor dianteiro de 218 cv e 28 kgfm. Há duas opções de bateria: uma de 50,6 kWh, com autonomia declarada próxima de 400 km, e outra de 65 kWh, que chega a 470 km. Os números seguem o ciclo WLTP e variam conforme a configuração.
Com a bateria maior, o modelo pesa aproximadamente 1.760 kg, cerca de 250 kg a mais que o híbrido. Mesmo assim, A versão elétrica também tem um compartimento de bagagem dianteiro, conhecido no Brasil como “frontamala”.
Omoda 4 HEV: SUV confirmado para o Brasil • Thiago Ventura/CNNO entre-eixos de 2,70 m é um dos principais atributos do projeto. O espaço para as pernas no banco traseiro é amplo e o assoalho plano facilita a acomodação dos ocupantes. Entretanto, o assento traseiro fica próximo ao piso e tem largura limitada, enquanto o porta-malas declarado é de 346 litros. Parte do espaço sob o compartimento é ocupada por uma bateria.
O Omoda 4 tem um layout interno que lembra um pouco o Jaecoo 5, com cluster digital reduzido e uma multimídia vertical de 13,2 polegadas. No entanto, o resultado final parece ser melhor do que no modelo da marca gêmea da Omoda. O SUV também tem ar-condicionado automático de duas zonas, carregador de celular por indução e teto panorâmico. Entre os assistentes de condução observados estão controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência, monitoramento de ponto cego e assistente de permanência em faixa.
A lista definitiva de equipamentos para o Brasil não foi divulgada, mas deverá seguir o que a O&J já faz no país: uma versão mais básica, chamada Luxury e uma top chamada Prestige. Durante o evento, havia uma unidade com bancos de tecido e acabamento bem mais simples. Para o nosso mercado, contudo, a grande diferença será no sistema ADAS avançado na opção topo de linha.
*Jornalista viajou a convite da Omoda & Jaecoo