Relembre a carreira de Nilton Travesso, diretor de televisão que morreu
- 06/11/2026 19:50
- Redação
O diretor Nilton Travesso morreu nesta sexta-feira (6), aos 92 anos. Um dos pioneiros da televisão aberta no Brasil, estava internado e faleceu em decorrência de uma infecção generalizada.
Ele começou a carreira em 1953, em uma oficina para profissionais do veículo promovida pela TV Record, antes mesmo da estreia da emissora — onde trabalhou por mais de duas décadas.
Travesso dirigiu programas da Record como “Hebe”, “O Pequeno Mundo de Ronnie Von”, “Família Trapo”, “Show União”, “Show do Dia 7”, “Astros do Disco” e “Jovem Guarda”, entre outros.
Nos anos 1970, ingressou na TV Globo, onde fundou o núcleo de programação de São Paulo. Lá, foi responsável por produzir o primeiro videoclipe exibido no “Fantástico” e criou atrações marcantes como “TV Mulher”, “Balão Mágico” e “Som Brasil”.
Ao longo da carreira, acumulou passagens pela Manchete, Bandeirantes, Gazeta e Jovem Pan.
No SBT, remodelou a programação infantil e reabriu o núcleo de teledramaturgia. Criou as atrações “Bom Dia e Cia”, com Eliana, e “Sessão Desenho no Sítio da Vovó”, e teve parte na produção de “Casa da Angélica” e “Show Maravilha”.
Durante sua estadia no Grupo Silvio Santos, a primeira cidade cenográfica do SBT foi construída para a gravação da novela “Éramos Seis”, que foi ao ar pela primeira vez em 1994.
Travesso também produziu “As Pupilas do Senhor Reitor”, “Sangue do Meu Sangue”, “Razão de Viver” e “Os Ossos do Barão”, “Colégio Brasil”, “Antonio Alves, Taxista”, “Dona Anja”, “Teleteatro”, a primeira versão de “Chiquititas” e “Pérola Negra”.
Em 2004, voltou à emissora para dirigir o reality “Protagonistas de Novelas” e a atração “Charme”, comandada por Adriane Galisteu.
Nos anos seguintes, prestou consultoria ao Teleton e teve a trajetória celebrada em 2024 no documentário “Silvio Santos, Vale Mais do que Dinheiro” — sua última participação na televisão.
*Com informações de Larissa Santos, da CNN Brasil