Lula cita “seriedade fiscal” e que “pobre não pagará a conta” de cortes
- 06/11/2026 13:07
- Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que o Brasil tem “seriedade fiscal” para o controle das contas públicas. Ele criticou, no entanto, pressões do mercado financeiro e declarou que “o pobre não pagará a conta” de um ajuste fiscal. As falas ocorreram durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética.
Com o resultado do segundo turno das eleições, em 25 de outubro, em que o mandatário foi reeleito, dúvidas do mercado pairaram sobre o governo em relação ao futuro das finanças nos próximos anos, principalmente com os programas sociais prometidos na campanha, que se somam aos já existentes.
Além disso, há dúvidas do setor acerca do nome escolhido por Lula para comandar o Ministério da Fazenda na próxima administração, principalmente com o cenário fiscal desafiador previsto para o próximo ano.
“Quantos países do mundo têm a seriedade fiscal que nós temos? […] Ora, alguém pode falar que esse governo não tem responsabilidade fiscal? Alguém pode falar? Para alguém falar que a gente não tem, as pessoas precisam dizer como é que nós pegamos esse governo. Se as pessoas não disserem como é que nós encontramos esse governo, não tem comparativo”, declarou o presidente.
Lula falou da entrega dos resultados econômicos do país, com a previsão no orçamento do próximo ano de um superávit — quando as receitas são maiores que as despesas. Além disso, falou de resultados positivos em seus governos anteriores e que não pode levar o povo pobre “a nenhum sacrifício” em relação a possíveis cortes realizados na economia.
“Nós estamos entregando o orçamento agora com superávit. ‘Ah, não é o que o sistema financeiro quer’, porque ele quer é tudo. Não, é o que a gente pode fazer. A única coisa que ele tem que saber é que o pobre não pagará a conta. A única coisa que ele tem que ver é que nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício. E eu tenho comigo a minha história.”
O discurso de reajuste nas contas públicas sem interferências nos programas sociais tem sido repetido por pessoas próximas ao governo Lula nos últimos dias, como a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que defendeu uma contenção de gastos e cortes em alguns programas, como as renúncias fiscais.
Lula deve acenar a eleitor e ao mercado em pronunciamento | CNN PRIME TIME