Queda industrial em setembro ante agosto é mais intensa desde 2022
- 05/11/2026 14:02
- Redação
A produção industrial brasileira caiu 0,8% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, registrando a retração mais intensa para o mês desde 2022, quando recuou 1,6%.
A avaliação é de André Macedo, gerente da PIM-PF (Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo Macedo, além da manutenção da trajetória predominantemente negativa da indústria, observada desde maio, o resultado de setembro foi marcado por uma maior disseminação das quedas entre as atividades pesquisadas.
Das quatro grandes categorias econômicas, três apresentaram recuo na produção. Entre os 25 ramos industriais investigados, 17 registraram taxas negativas.
O gerente destacou que o número de atividades em queda repete o resultado de agosto e representa o maior espalhamento de taxas negativas desde dezembro de 2025, quando 18 ramos industriais haviam apresentado retração.
“Para além da manutenção do comportamento de queda assinalada no mês de setembro, a gente tem essa característica de um espalhamento desse movimento de menor intensidade, que fica caracterizado pelo número maior de categorias econômicas e atividades industriais no campo negativo”, afirmou.
Macedo ressaltou ainda que a indústria acumula perda de 4,1% desde maio, praticamente eliminando o crescimento de 4,2% registrado nos quatro primeiros meses de 2026.
Para o pesquisador, setembro combina a continuidade do movimento de retração com um quadro mais disseminado de resultados negativos entre os setores industriais.
A produção industrial brasileira de setembro caiu 2,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo o IBGE. A queda interanual foi a mais intensa desde março de 2024, quando o setor havia registrado retração de 2,9%.
O resultado reforça o comportamento predominantemente negativo da indústria desde maio deste ano, informou o IBGE. Nesse período, a produção acumulou perda de 4,1%.
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De agosto para setembro, três das quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram queda. As principais influências negativas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com recuo de 4,2%, e produtos alimentícios, que caíram 1,7%.
Também contribuíram para o resultado negativo os setores de máquinas e equipamentos (-2,1%), produtos de minerais não metálicos (-2,6%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,2%).
Entre as atividades que cresceram, as indústrias extrativas tiveram a principal contribuição positiva, com alta de 1,7%, interrompendo uma sequência de quatro meses de resultados negativos. Também registraram avanço os segmentos de produtos químicos (1,7%) e produtos do fumo (20,3%).