Buscando universalização, Corsan ultrapassa R$ 300 milhões em investimentos
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Buscando universalização, Corsan ultrapassa R$ 300 milhões em investimentos

  • 05/11/2026 06:00
  • Redação

Em meio à busca pelo cumprimento das metas de universalização dos serviços de água e esgoto, a Corsan (Companhia Riograndense de Saneamento) ultrapassou a marca dos R$ 300 milhões investidos desde a privatização da companhia, em julho de 2023.

Sancionado há pouco mais de seis anos, o marco legal do saneamento básico determinou que 99% da população brasileira receba água potável e 90% tenha acesso à coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033.

Na última semana, a Corsan entregou uma nova ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) em Iraí, no norte gaúcho. Ao todo, foram investidos R$ 3,6 milhões na nova estação.

O empreendimento tem capacidade para tratar 864 mil litros de esgoto por dia e integra um conjunto de 20 obras concluídas pela empresa desde a desestatização, com investimentos superiores a R$ 300 milhões em 18 municípios.

O projeto integra um conjunto de 12 estações construídas do zero, além de duas ampliações e seis modernizações que contribuem para reduzir o lançamento de esgoto sem tratamento em rios, arroios e lagoas.

Considerando as redes coletoras e demais estruturas, os recursos destinados à cidade ultrapassam R$ 9,6 milhões somente neste ano.

Somente em 2026, a empresa, que é controlada pela Aegea, deve encerrar o ano com R$ 1,6 bilhão investidos.

Em agosto, a CEO da empresa, Samanta Takimi, defendeu um esforço conjunto com o governo para ampliar a cobertura e cumprir as metas do marco legal e afirmou que a empresa irá atingir os índices os 317 municípios em que atua.

“Conhecemos o desafio, mas estamos trabalhando com todas as nossas forças para que a universalização seja alcançada de forma completa em 2033. E completa não apenas do ponto de vista da infraestrutura, mas também da resiliência”, disse.

Apesar de ocupar o quinto lugar no ranking nacional de geração de riqueza, o estado gaúcho coleta apenas 34,7% do esgoto gerado e trata cerca de 25,4% desse volume.

Ao todo, o Rio Grande do Sul coleta apenas 34,7% do seu esgoto e trata cerca de 25,4% do volume gerado, segundo dados do Instituto Trata Brasil.

Diante desse cenário, a empresa busca triplicar a cobertura atual para cumprir as metas, em um processo estimado em R$ 21 bilhões.

Após assumir a antiga estatal, 257 dos 317 municípios atendidos pela Corsan não tinham cobertura de esgotamento sanitário, sendo necessário ampliar as redes coletoras quanto a capacidade de tratamento.

À CNN, Takimi afirmou que o compromisso da empresa é acelerar essa transformação, levando um serviço essencial a municípios de todos os portes e avançar em direção à universalização.

“Estamos enfrentando um atraso de décadas com investimentos, planejamento e capacidade de execução. Cada estação entregue significa mais esgoto tratado, menos poluição nos mananciais e melhores condições de saúde para a população”, disse.

  • Fonte: CNN Brasil
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