O desabafo de Marilyn Monroe sobre gentileza e empatia que continua atual mais de 60 anos depois
Curiosidade

O desabafo de Marilyn Monroe sobre gentileza e empatia que continua atual mais de 60 anos depois

  • 04/11/2026 11:27
  • Redação

Marilyn Monroe (1926-1962) sabia o peso de viver sob os holofotes e dos comentários maldosos que podem marcar a vida de outras pessoas por anos. Com a vivência, foi adquirindo maturidade para lidar com críticas desnecessárias sobre a aparência ou julgamentos precipitados deixando, em uma entrevista de julho de 1962, poucas semanas antes de sua morte, a lição que tirou disso.

“Eu não entendo por que as pessoas não são um pouco mais generosas umas com as outras”, desabafou, na conversa publicada pela revista “Life” de agosto daquele ano, com o título “Last Talk With a Lonely Girl” (“Última conversa com uma garota solitária”), mostrando que não era imune à dor causada pela falta de empatia.

Após passar a vida enfrentando o ciúme, insultos e a objetificação por parte do público e da imprensa, a atriz percebeu que ser “generoso” com os outros não significa concordar com tudo ou ignorar erros, mas ouvir antes de julgar, evitar presunções e saber a hora em que uma crítica simplesmente não precisa ser feita.

Comentário atual

A análise de Marilyn aconteceu décadas atrás, antes da popularização da internet, mas segue atual para 2026, com o que se vive nas redes sociais – onde opiniões e julgamentos impiedosos são escritos em segundos nos campos de comentários de fotos ou de um vídeo curto postado.

Protegidos pela distância da tela, milhares de estranhos avaliam a vida alheia sem estar com a pessoa criticada ou conhecer a fundo sua trajetória. Mesmo na convivência presencial, as pessoas não estão livres de ouvir – ou fazer – comentários grosseiros ou desnecessários que acabam magoando.

Desejo simples

Antes da fama, a atriz atendia por Norma Jeane Mortenson, nascida em Los Angeles em 1926. Com uma infância marcada por uma estrutura familiar instável e passagens por diversos orfanatos e lares temporários, conquistou espaço no cinema nos anos 1950 com sucessos como “Os Homens Preferem as Loiras” e “O Pecado Mora ao Lado” (ambos de 1953).

Além da imagem glamurosa, ela queria ser reconhecida pelo talento – com “Quanto Mais Quente Melhor”, venceu o Globo de Ouro em 1960). Apesar de tudo, o que Marilyn talvez mais desejasse pouco antes de sua morte era mais gentileza entre as pessoas.

*Publicado por Jonathan Pereira, em colaboração para a CNN Brasil

 

  • Fonte: CNN Brasil
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