PL deve anunciar Marinho ao Senado e decisão sobre Câmara segue indefinida
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PL deve anunciar Marinho ao Senado e decisão sobre Câmara segue indefinida

  • 04/11/2026 02:40
  • Redação

O PL (Partido Liberal) pretende oficializar o senador Rogério Marinho (PL-RN) como o candidato da sigla à presidência do Senado. A previsão de parlamentares do PL ouvidos pela CNN é de que o anúncio possa ser feito já nesta quarta-feira (4), após reunião com senadores da legenda prevista para as 11h.

O nome de Marinho — coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — vem se consolidando internamente há meses e não há resistências de correligionários a ele.

No entanto, se confirmado, a própria direita terá de se entender, pois a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ainda alimenta esperanças de desafiar Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição interna e, em princípio, conta com o apoio do centrão e de governistas. Aliados de Marinho reconhecem que será preciso unir forças com Tereza para vencer Alcolumbre. Ninguém, porém, já cedeu a pré-candidatura.

Lideranças do PL de ambas as Casas se reuniram com o presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, na noite desta terça (3), para tratar das articulações para as presidências do Senado e da Câmara.

“Foi uma conversa entre líderes para a gente poder alinhar inclusive o anúncio que vai ser feito amanhã de lançamento e apoio total, irrestrito, todos irmanados com a candidatura de Rogério Marinho. Vamos, inclusive, construir isso junto com outros partidos”, declarou o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ).

“A gente não pode mais ter na Casa um presidente que tenha rabo preso, porque isso atrapalha a independência e mexe com a harmonia, porque cria uma subserviência entre um Poder com outro. No caso, eu me refiro aqui explicitamente ao Poder Judiciário, especialmente ao STF“, acrescentou, em outro momento.

A perspectiva dentro do PL é de que consigam atrair votos de senadores de siglas de oposição e de centro para obter a maioria necessária. Ainda, de que haja alguma composição com Tereza Cristina, que mantém contato constante com Marinho.

O quanto cada um deve conseguir de votos dos pares e quem sairia na frente, contudo, só deve ser contabilizado com maior precisão no ano que vem, admitem.

A avaliação é de que as articulações acabaram antecipadas – normalmente acontecem em dezembro e janeiro, com a eleição interna no início de fevereiro – com as conversas já em curso e com a polarização persistente perante o resultado das eleições de outubro. O PL vai contar com a maior bancada partidária do Senado (28 senadores) e da Câmara (121 deputados federais).

Uma das maiores preocupações externadas por parlamentares que participaram da reunião desta terça é de que não é possível “trair o eleitor”. Portanto, para estes políticos, é preciso manter independência e coerência com o que foi pregado na campanha eleitoral, e isso inclui enfrentar os atuais mandatários do Congresso.

A situação do PL perante a presidência da Câmara dos Deputados segue indefinida. A previsão é de que um anúncio só seja feito após uma nova reunião de Valdemar da Costa Neto e lideranças com a presença de deputados eleitos do PL marcada para a próxima quarta-feira (11).

Há uma ala que defende uma composição com o atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), até de olho em não perder espaço e o comando de comissões estratégicas. Já outra ala defende o lançamento de um candidato próprio.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) é um dos que afirmam advogar por uma candidatura própria para “manter a identidade” da direita. “Acho que existem coisas maiores em jogo agora do que comissões ou espaço dentro da Câmara.”

Alguns dos nomes cotados dentro do PL para serem lançados à presidência da Câmara são o de Sóstenes Cavalcante (RJ), Altineu Côrtes (RJ) e Luiz Philippe de Orléans e Bragança (SP), por exemplo.

“Temos a convicção de que hoje o PL é uma grife nacional e que não vamos jogar o nome do PL na lama sem nenhum tipo de contrapartida aos nossos eleitores e nossos eleitores estão muito atentos àqueles que nos fizeram a maior bancada na Câmara e no Senado”, disse Sóstenes, ao reforçar que a decisão será tomada com respeito e equilíbrio, também levando em consideração a bancada eleita.

“Estar isolado em um primeiro momento não significa uma má estratégia. Mas não estou decidindo, essa não é uma decisão pessoal da liderança, nem do PL e muito menos da oposição. Faltam 3 meses para essa eleição.”

De acordo com Sóstenes, os cálculos do PL indicam que o partido terá direito regimental ao comando de sete comissões permanentes da Câmara, com base no tamanho da bancada eleita. A distribuição dos colegiados e os comandos efetivos, porém, dependem dos blocos a serem formados para a eleição à presidência da Casa e articulações subsequentes.

  • Fonte: CNN Brasil
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