Petróleo fecha em queda com corte de ajuda dos EUA a Israel
- 03/11/2026 17:52
- Redação
O petróleo fechou em queda nesta terça-feira (3), ampliando as perdas da véspera após operar volátil diante de novos bombardeios no Oriente Médio durante a madrugada e sinais de avanços diplomáticos para o fim da guerra.
Notícia sobre corte de ajuda dos EUA a Israel também repercute no mercado. Enquanto isso, o mercado acompanha o último dia das eleições de meio de mandato nos EUA.
Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 1,11% (US$ 1,17), a US$ 103,60 o barril. O petróleo WTI para dezembro recuou 0,38% (US$ 0,37), a US$ 96,09 o barril, na Nymex.
A commodity avançava durante o começo do dia, com o mercado avaliando os ataques dos Estados Unidos contra alvos iranianos no Estreito de Ormuz.
Contudo, ainda durante a manhã, os preços inverteram sinal e passaram a cair após o Al-Araby Al-Jadeed publicar que os EUA aprovaram uma minuta de um memorando de entendimento com o Irã.
Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça que cortará a ajuda de US$ 4 bilhões dada por seu governo para Israel no final do ano, argumentando que o país não precisa mais da assistência e pode comprar suas próprias armas.
No entanto, do lado iraniano, os avanços não foram vistos com tanto otimismo: o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a postura do país é de “máxima cautela e total pessimismo” em qualquer negociação diplomática.
Para o XS.com, a reação do petróleo indica que o mercado parece ter “minimizado a importância” dos bombardeios americanos em solo iraniano, “já que eles não pareceram representar uma escalada em um momento em que o mercado já precifica altos riscos de contágio”.
Ainda assim, os especialistas afirmam que não há fundamentos suficientes para justificar o nível de otimismo em relação às negociações, o que pode limitar a sustentabilidade da queda dos preços do petróleo.
Petróleo ainda é termômetro da economia? | RESENHA DO DINHEIRO
Na mesma linha, o ING aponta que ainda é “cedo demais” para descartar qualquer risco de uma nova escalada no conflito, mas destacou que qualquer avanço mais concreto nas negociações significariam uma maior pressão baixista sobre os preços.
Nos EUA, a votação das eleições de meio de mandato acabam nesta terça em meio a incertezas sobre qual partido terá a maioria no Congresso.
De acordo com o Swissquote, a questão central para o mercado de petróleo será se o resultado do pleito vai permitir um alinhamento das forças políticas “para abrir caminho à normalização das condições de oferta ou afastar essa possibilidade”.
*Com informações de Dow Jones Newswires.