Governo prevê aumento da capacidade nacional de refino em 10% até 2036
- 03/11/2026 12:54
- Redação
O governo federal projeta aumento em cerca de 10% na capacidade nacional de refino dos combustíveis para os próximos dez anos, segundo estimativa do Caderno de Refino e Infraestrutura de Abastecimento, divulgado nesta terça-feira (03) pelo MME (Ministério de Minas e Energia) em conjunto com a EPE (Empresa de Pesquisa Energética).
Além do aumento na capacidade nacional, o estudo também projeta o aumento das exportações brasileiras de petróleo e redução da dependência externa de alguns derivados.
Uma consulta pública do PDE (Plano Decenal de Expansão de Energia) 2036 vai até esta sexta-feira (6).
Como mostrou a CNN, em setembro, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o plano estratégico da estatal para o período 2027-2031 deve contemplar a autossuficiência no refino de óleo diesel.
A companhia estima que a demanda pelo diesel deve crescer 19% até 2036, entretanto a projeção de aumento para produção nacional é de apenas 13%.
De acordo com Magda, chegar a 100% passou a ser um objetivo diante do cenário geopolítico mais recente, com as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.
Na projeção do governo, a capacidade nacional de refino deverá passar de aproximadamente 2,3 milhões para 2,5 milhões de barris por dia entre 2026 e 2036.
A estatal estima que a produção nacional de petróleo deverá alcançar aproximadamente 4,9 milhões de barris por dia em 2036, sendo mais da metade desse volume exportada.
A expansão deve ser impulsionada pelos investimentos previstos no setor, incluindo o segundo trem da Refinaria Abreu e Lima, além da integração operacional do Complexo Boaventura e ampliações e modernizações de unidades existentes.
Ainda segundo o estudo, o governo destacou os desafios associados à substituição gradual do diesel S500 pelo S10, que demanda investimentos em unidades de hidrotratamento, hidroconversão e geração de hidrogênio.
Além disso, a modernização do parque de refino e a ampliação da eficiência energética também integram as perspectivas futuras.
O documento lembra que historicamente, o Brasil é importador líquido de derivados de petróleo e as projeções do PDE 2036 indicam que o País manterá essa condição nos próximos dez anos.