Pecuarista suspeito de feminicídio é encontrado morto em área de mata em SP
Brasil

Pecuarista suspeito de feminicídio é encontrado morto em área de mata em SP

  • 03/11/2026 12:21
  • Redação

O pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, suspeito de matar uma mulher de 24 anos com disparos de arma de fogo, foi encontrado morto pelo genro, nesta segunda-feira (2), em uma área de mata às margens da Rodovia Cândido Portinari, em Rifaina, interior de São Paulo. A CNN Brasil apurou que Bolelli morreu de infarto e não apresentava sinais de violência.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), a Polícia Civil havia solicitado a prisão preventiva de Bolelli após a morte de Priscila Lacerda Custodio, ocorrida na terça-feira passada (27), na mesma região onde o pecuarista foi encontrado. O homem, no entanto, não havia sido localizado ou se comunicado com familiares desde então, de acordo com pessoas próximas à Bolelli.

A pasta informou que o corpo do homem foi encontrado em estado avançado de decomposição. A advogada que representa a família do pecuarista, Lauriani Baldini, disse que foram apresentados exames preliminares do cadáver e, segundo ela, há a suspeita de que Bolelli teria morrido no mesmo dia em que Priscila foi morta. A SSP foi procurada para esclarecer essa informação, mas, até o momento, não retornou à reportagem.

Investigado por feminicídio

Segundo o boletim de ocorrência sobre a morte de Priscila, ela e o irmão dirigiram de Perdizes, em Minas Gerais, até Rifaina, para a mulher devolver uma caminhonete que seria do pecuarista. O irmão de Priscila disse às autoridades que, em algumas conversas, a vítima apresentava sinais que levaram ele a pensar que ela poderia estar sendo intimidada ou ameaçada.

Quando encontrou João em sua residência, Priscila se dirigiu a ele, momento em que o irmão dela ouviu ela dizer frases como “eu não quero mais nada com você” e “vou embora”. Os dois já teriam mantido um relacionamento.

A ida de Priscila ao município de Rifaina, segundo o b.o, estaria relacionada a promessas de dinheiro e de um veículo por parte do pecuarista à mulher. Quando a vítima chegou ao imóvel de Bolelli, o homem teria negado os pertences.

Bolelli ainda teria cobrado um celular que estava com a mulher, que recusou devolvê-lo. Foi nesse momento, conforme o registro policial, que o pecuarista sacou uma arma de fogo e efetuou um disparo contra Priscila e, em seguida, apontou o armamento em direção ao irmão da vítima, que se distanciou para se proteger.

Após o ocorrido, o pecuarista teria fugido com a caminhonete que a vítima devolveu a ele.

O irmão chegou a socorrer Priscila, mas ela não resistiu e veio a óbito no hospital.

“Relacionamento esporádico”

O irmão de Priscila disse que não sabia do relacionamento entre Priscila e Bolelli, mas uma testemunha próxima da vítima relatou que eles teriam um “relacionamento esporádico” desde julho de 2026.

A testemunha disse que a vítima teria relatado, no dia 23 de outubro, que foi agredida por Bolelli e que o homem teria contratado pessoas para monitorá-la.

Além disso, de acordo com o relato, Priscila mantinha um relacionamento amoroso com outro homem há cerca de quatro meses. Esse homem saberia das ameaças feitas pelo pecuarista.

Durante as buscas pelo suspeito, um familiar de Bolelli relatou à polícia que o pecuarista parecia estar abatido no dia do crime.

O caso foi registrado como feminicídio na Delegacia Seccional de Franca, que prosseguirá com as investigações. A SSP informou que a caminhonete utilizada pelo pecuarista na fuga foi localizada e apreendida.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

  • Fonte: CNN Brasil
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