VÍDEO: alvo de operação contra corrupção em MT, fiscal de obras é preso em aeroporto ao voltar do Caribe
- 30/10/2026 16:55
- Redação
Servidor da Prefeitura de Sinop (MT) foi preso assim que chegou de viagem ao Caribe O fiscal de obras públicas da Prefeitura de Sinop, Eliseu Rodrigues de Carvalho, foi preso nesta quinta-feira (29) ao desembarcar no aeroporto da cidade localizada à 500 km de Cuiabá.
Ele voltava de uma viagem à República Dominicana, e é um dos investigados na Operação Mãos à Obra, que apura um suposto esquema de corrupção envolvendo servidores públicos e empresários ligados a obras e projetos imobiliários no município.
Imagens registradas mostram o momento em que Eliseu é abordado por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) perto da saída do aeroporto após o desembarque.
Depois, ele foi levado pelos agentes até a própria casa.
Uma equipe da Força Tática também acompanhou a ação.
A operação foi deflagrada na quarta-feira (28), quando cinco pessoas foram presas e seis servidores públicos afastados dos cargos.
Segundo o Gaeco, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a investigação apura suspeitas de pagamento de propina para facilitar a aprovação de obras e projetos imobiliários.
Também são investigados possíveis pagamentos para agilizar processos, liberar licenças e emitir documentos.
Quem são os alvos Débora Alvarenga Nakanishi da Silva, Agnaldo Rael da Silva, Valdinei Monteiro da Silva, Julio Henrique Verdu Garcia e Fernando Dante Morari Reprodução Entre os cinco presos estão: Fernando Dante Morari: engenheiro civil e servidor público municipal; Júlio Henrique Verdu Garcia: engenheiro civil e servidor público municipal; Valdinei Monteiro da Silva: servidor público municipal; Agnaldo Rael da Silva: engenheiro civil; Débora Alvarenga Nakanishi da Silva: corretora de imóveis e sócia da empresa Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda.
O g1 tenta localizar a defesa dos citados.
Além das prisões, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra 17 alvos.
Também são investigadas possíveis interferências em fiscalizações e outros procedimentos ligados à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop.
Como funcionaria o esquema De acordo com o Gaeco, os investigadores apuram se agentes públicos e particulares teriam negociado vantagens indevidas para beneficiar processos relacionados a obras e empreendimentos imobiliários.
Entre as suspeitas estão pagamentos de propina para agilizar procedimentos, influenciar pareceres técnicos, obter a aprovação e regularização de projetos e conseguir licenças e certificados.
A investigação também busca esclarecer possíveis interferências em fiscalizações municipais.
Até o momento, as informações disponíveis não detalham a participação individual de cada investigado nas supostas irregularidades.
Justiça bloqueia R$ 80 milhões A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 80 milhões em bens e valores relacionados a um grupo de investigados e a uma empresa.
Também foi determinado o sequestro de ativos financeiros de até R$ 3 milhões para cada um dos demais investigados, além do sequestro de imóveis vinculados a um dos alvos.
Segundo o Ministério Público, as medidas buscam preservar bens que possam estar relacionados às condutas investigadas, garantir eventual ressarcimento de prejuízos aos cofres públicos e impedir a transferência de patrimônio durante as apurações.
Os cinco presos passaram por audiência de custódia na quarta-feira (28).
Conforme a decisão judicial, os pedidos apresentados pelas defesas deverão ser analisados nos autos principais, após manifestação do Ministério Público.
Operação investiga suspeita de pagamento de propina para facilitar aprovação de obras e projetos imobiliários em Sinop (MT).
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