Governo atualiza lista nacional com 3.730 plantas ameaçadas
- 29/10/2026 20:19
- Redação
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) atualizou a Lista Nacional Oficial das Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção, agora são mais de 3 mil espécies na lista. As alterações foram divulgadas pela Portaria GM/MMA nº 1.783, de 26 de outubro de 2026, no Diário Oficial da União, nesta quarta-feira (28), alterando dados da Portaria MMA nº 443, de 17 de dezembro de 2014.
A análise foi feita pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), de acordo com o atual estado de conservação das espécies. Veja a lista aqui.
A atualização da lista nacional de espécies ameaçadas, que reúne 3.730 espécies, são um dos principais instrumentos para orientar a conservação da biodiversidade no país, com políticas públicas, criação e a gestão de áreas protegidas e licenciamento ambiental, além de ações de recuperação das espécies e dos ambientes onde vivem.
Foram 838 espécies classificadas como “Vulneráveis”, 2.162 como “Em Perigo” e 730 como “Criticamente em Perigo”, incluindo as duas consideradas possivelmente extintas.
O pau-brasil (Paubrasilia echinata), por exemplo, passou de “Em Perigo” para “Criticamente em Perigo”, o que indica um maior risco de extinção na natureza. Já uma espécie que saiu da lista foi a imbuia (Ocotea porosa), que é uma árvore localizada em florestas da região dos Campos Gerais do Paraná.
Quanto as espécies classificadas como “Criticamente em Perigo (Possivelmente Extinta)”, ambas são da Mata Atlântica. Uma delas é Symplocos rizzinii, árvore com registros na Serra da Mantiqueira e a outra é Plinia rogersiana, do mesmo gênero da jabuticaba, com ocorrência em São Paulo.
A nova publicação apresenta 521 espécies a mais que a publicada em 2022, sendo que foram incluídas 595 e retiradas 74.
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Os dois biomas mais afetados e com o maior número de espécies ameaçadas são a Mata Atlântica e o Cerrado, que apresentam as maiores proporções de espécies ameaçadas entre as avaliadas, com 38% e 35%, respectivamente. Enquanto na região da Amazônia, essa proporção é de 18%.