FMC amplia prejuízo para US$ 2 bi no 3º trimestre e revisa projeções anuais
- 29/10/2026 19:22
- Redação
A FMC Corporation, uma das maiores empresas globais de ciências para a agricultura, registrou um prejuízo líquido de US$ 2,07 bilhões. O resultado representa um aumento do prejuízo quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, quando a baixa foi de US$ 586,6 milhões.
Também no terceiro trimestre, a receita da companhia totalizou US$ 105,9 milhões, um recuo de US$ 436 milhões em relação aos US$ 542,2 milhões registrados no mesmo recorte em 2025.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado foi negativo em US$ 559 milhões. O montante caiu US$ 795 milhões na comparação anual.
Em comunicado, o presidente do conselho e diretor-executivo da FMC, Pierre Brondeau, afirmou que os resultados refletiram os esforços da companhia para reduzir os elevados estoques nos canais de distribuição, além de uma demanda abaixo das expectativas.
Segundo o executivo, a empresa está adotando medidas comerciais para melhorar o fluxo de produtos até os produtores. A prioridade, neste momento, é garantir a execução dessas iniciativas em conjunto com os clientes e avançar nas prioridades operacionais.
Brondeau avalia que a conclusão do processo de ajuste dos estoques, somada aos avanços operacionais, poderá contribuir para uma recuperação do desempenho da companhia a partir de 2027. A expectativa é alcançar um perfil mais forte de crescimento e rentabilidade em 2028.
Diante dos resultados do terceiro trimestre e das perspectivas revisadas para os últimos três meses do ano, a FMC atualizou suas projeções financeiras para 2026, incorporando também os efeitos das ações comerciais em andamento.
A companhia estima que a receita anual, excluindo as operações na Índia, fique entre US$ 2,75 bilhões e US$ 2,85 bilhões. No ponto médio da faixa, a projeção representa uma queda de 28% em relação ao resultado de 2025, considerando a mesma base de comparação.
Para o Ebitda ajustado, a expectativa é de um resultado negativo entre US$ 124 milhões e US$ 104 milhões. O ponto médio da estimativa indica uma retração de 114% na comparação com o ano anterior.
Já o lucro ajustado por ação diluída deverá apresentar resultado negativo entre US$ 3,66 e US$ 3,50, o que representa uma queda de 221% no ponto médio em relação a 2025.
As novas estimativas reforçam o cenário de dificuldades enfrentado pela companhia em 2026, em meio à demanda mais fraca e ao processo de ajuste dos estoques nos canais de distribuição. A administração, porém, projeta que as medidas em andamento contribuam para a retomada gradual dos resultados nos próximos anos.