Criada em 1925 com estilo inspirado nas “Mil e Uma Noites”: a rota secreta usada por Flávio Bolsonaro para chegar aos EUA
- 29/10/2026 13:22
- Redação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka (OPF), nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, por volta das 10h25. A chegada ocorreu após o parlamentar deixar o Brasil através da fronteira terrestre com a Argentina e realizar uma escala técnica em Guayaquil, no Equador, a bordo de um jato executivo privado.
O deslocamento internacional descumpriu a ordem judicial emitida pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que havia determinado a retenção de seu passaporte. Ao tocar o solo americano, o senador e seus familiares diretos, a esposa, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas do casal, deixaram o pátio do terminal executivo a bordo de veículos particulares, em direção a um endereço não revelado.
O projeto urbanístico da cidade de Opa-locka, idealizado por Glenn Curtiss na década de 1920, foi inteiramente baseado na temática do livro As Mil e Uma Noites, incorporando elementos da arquitetura de estilo mourisco em suas construções.
Mas foi em 1927, que o Aeroporto de Miami-Opa-locka foi fundado por Glenn Curtiss, no terreno onde antes funcionava seu Campo de Aviação da Flórida. O Sr. Curtiss doou seu Campo de Aviação da Flórida para a Marinha dos EUA pouco antes de sua morte prematura em 1930.
O Aeroporto de Miami-Opa-locka fez parte do Comando de Treinamento da Marinha dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial e foi o centro de seis bases de treinamento naval. Amelia Earhart decolou em sua malfadada tentativa de dar a volta ao mundo em 1937 do antigo “Aeroporto Municipal de Miami”, localizado próximo à entrada principal do aeroporto.
Numerosas aeronaves e edifícios históricos ainda permanecem no local. O dirigível “Akron” da Marinha dos EUA caiu em uma tempestade em seu voo de retorno para o norte em 1933, após partir de Miami-Opa-locka.
Durante a Guerra Fria, o Aeroporto de Miami-Opa-locka desempenhou um papel importante em esforços militares e civis, incluindo os infames Voos Negros para a Guatemala na década de 1950, a invasão da Baía dos Porcos e a Crise dos Mísseis de Cuba.
Durante a Guerra da Coreia, o aeroporto serviu como Estação Aeronaval de Miami e Estação Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais de Miami. No início de 1962, a escritura do aeroporto foi assinada e a transferência para o Condado e o Departamento de Aviação de Miami-Dade foi concluída.
Em 1967, Opa-locka era o aeroporto mais movimentado do mundo, com mais de 650.000 operações de voo. Em 2014, o Aeroporto de Opa-locka passou a se chamar Aeroporto Executivo de Miami-Opa-locka. Até hoje, mantém uma presença militar com a Estação Aérea da Guarda Costeira dos EUA, que abriga a Estação de Resgate Aéreo/Marítimo mais movimentada do mundo.
Atualmente, o complexo dispõe de três pistas ativas, sendo a maior delas com 2.439 metros de comprimento por 46 metros de largura, e registra em média de 300 a 400 operações aéreas diárias, com forte presença de jatos corporativos e voos charter executivos oriundos das Américas e da Europa.