Quem são os advogados investigados por falsificar decisão judicial para transferir chefe de facção para MT
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Quem são os advogados investigados por falsificar decisão judicial para transferir chefe de facção para MT

  • 28/10/2026 10:45
  • Redação

Felipe Augusto Dorilêo de Rezende, Pabline Mayara Barbosa Belfort Medeiros e Gerson Tomé Trevisol Reprodução Os advogados Felipe Augusto Dorilo de Rezende, Gerson Tomé Trevisol e Pabline Mayara Barbosa Belfort Medeiros estão entre os investigados na Operação Reescrita, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (28), em Cuiabá.

A investigação apura a suspeita de falsificação de uma decisão judicial que poderia beneficiar Miro Arcângelo Gonçalves de Jesus, conhecido como Miro Louco, apontado como vice-presidente do Comando Vermelho (CV) no estado.

O g1 tenta localizar a defesa dos advogados citados.

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso (OAB-MT) informou que acompanhou a operação e que o caso será avaliado pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para medidas cabíveis.

Conforme a investigação, o objetivo do grupo era facilitar a transferência do preso de uma penitenciária federal no Paraná para a Penitenciária Central do Estado (PCE), na capital mato-grossense.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou após os investigadores tomarem conhecimento de um documento que aparentava ser uma decisão judicial autorizando medidas que poderiam facilitar a transferência de Miro Louco para Mato Grosso antes do prazo estabelecido pela Justiça.

Em junho de 2025, a defesa do preso pediu a transferência da Penitenciária Federal para a PCE.

Em dezembro daquele ano, conforme a polícia, os advogados Felipe, Gerson e Pabline foram até uma unidade judicial na capital para pedir providências relacionadas à suposta decisão que teria sido assinada por um juiz em novembro.

Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento.

Um dos profissionais também encaminhou o arquivo ao contato institucional do gabinete.

Durante a conferência, servidores perceberam que a decisão não havia sido emitida pelo magistrado responsável e não aparecia nos registros do processo.

Agora no g1 A análise identificou também que o código de validação informado no arquivo pertencia a outro processo, e o documento apresentava diferenças em relação aos padrões oficiais utilizados pelo sistema eletrônico de execução penal.

Uma avaliação técnica também encontrou sinais de edição fora do sistema judicial.

A participação dos advogados Segundo os elementos reunidos pela investigação, a advogada teria participado da criação ou alteração do arquivo.

Os outros dois profissionais são suspeitos de apresentar o documento e tentar utilizá-lo perante o Poder Judiciário.

A Polícia Civil busca esclarecer como o material foi produzido, quem participou de sua elaboração e circulação e qual foi a atuação individual de cada investigado.

Os mandados de busca apreendeu celulares, computadores, notebooks, documentos e outros arquivos que possam ajudar a esclarecer o caso.

Os três profissionais são investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e participação em organização criminosa.

Quem é Miro Louco Miro Arcângelo Gonçalves de Jesus, conhecido como Miro Louco Reprodução Miro Arcângelo Gonçalves de Jesus é apontado em investigações policiais como uma das principais chefias do Comando Vermelho em Mato Grosso.

Relatórios policiais anteriores o identificaram como vice-presidente da facção no estado.

Conforme a Justiça, Miro possui 17 condenações, totalizam 93 anos de prisão.

A condenação mais recente foi em 2024, quando foi condenado pela morte de Alexandre Emanuel de Jesus, conhecido como Pato, assassinado aos 19 anos, em 20 de outubro de 2015.

Ele está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.

A suposta decisão investigada poderia permitir que ele fosse transferido para a Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, antes do fim do período de permanência determinado anteriormente pela Justiça.

  • Fonte: G1 Mato Grosso
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