“Psoríase não é contagiosa”: médica alerta para impactos do preconceito
- 27/10/2026 10:00
- Redação
Cerca de 5 milhões de brasileiros convivem com a psoríase, segundo estimativas da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e, apesar de não ser contagiosa, a desinformação sobre a doença é um fator que pode alimentar o preconceito e afetar a autoestima dos pacientes.
A dermatologista Natasha Crepaldi explica que a falta de conhecimento pode alimentar atitudes discriminatórias e fazer com que pacientes se sintam constrangidos em situações cotidianas.
A doença não é contagiosa, mas a aparência das lesões ainda pode gerar preconceito e afastamento social. Esse impacto emocional não deve ser minimizado, porque pode afetar a autoestima e a qualidade de vida de quem convive com a doença.
afirma a especialista
No mês de outubro é realizada a campanha nacional da psoríase, que busca alertar a população sobre a importância do diagnóstico, do acesso ao tratamento e do combate à desinformação.
Entender melhor a doença e quais são as opções de tratamento pode evitar os estigmas, contribuindo para que os pacientes enfrentem menos barreiras no convívio social e no cuidado com a própria saúde.
A psoríase é uma comorbidade inflamatória crônica de pele não contagiosa e pode se manifestar de diferentes formas.
“Reconhecer os sinais e buscar avaliação médica é importante para estabelecer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado a cada paciente”, afirma a especilista.
Entre os sinais mais comuns estão:
As lesões podem surgir em diferentes regiões do corpo, como cotovelos, joelhos e couro cabeludo, com intensidades variadas.
Todos esses sinais podem ser confundidos com os de outras doenças dermatológicas, por isso a avaliação médica é fundamental para confirmar o diagnóstico.
Ela explica que a psoríase também pode estar associada à artrite psoriásica, condição inflamatória que compromete as articulações. Nesses casos, dores, inchaços e rigidez articular devem ser alertas para buscar diagnóstico e tratamento.
“O acompanhamento permite avaliar a evolução da doença e ajustar o tratamento conforme as necessidades de cada paciente”, afirma Crepaldi.
As opções de tratamento variam conforme a gravidade do quadro, as áreas afetadas e as características de cada paciente. Entre as possibilidades estão:
O objetivo desses tratamentos é controlar a inflamação, aliviar os sintomas e reduzir os efeitos da doença para o cotidiano dos pacientes.