Mesários relatam confusão e incerteza após prorrogação do prazo para votar
- 25/10/2026 17:17
- Redação
Após o STF (Supremo Tribunal Federal) prorrogar o prazo para os eleitores irem às urnas até 19h, mesários em todo o Brasil relataram situações de incerteza nas zonas eletorais.
A decisão do ministro Cristiano Zanin saiu após as 17 horas, que a princípio seria o fechamento oficial das urnas. Diversas seções encerraram as atividades e começaram a desmontagem dos equipamentos.
Após o desligamento das urnas e a impressão das atas, elas não podem ser religadas para novos eleitores registrarem seus votos.
Mesários ouvidos pela CNN Brasil relataram que fiscais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) alertaram os voluntários após o desligamento, por conta da decisão tardia.
Sem aval dos TREs (Tribunal Regional Eleitoral) e o parecer final do TSE, há seções onde os presidentes optaram por dispensar os mesários. Alguns colégios seguiram fechados mesmo após a decisão do STF. Vídeos mostram também eleitores sendo informados pelos mesários que não poderiam mais votar.
Zanin e o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmaram que a decisão vale apenas para urnas que não foram fechadas.
Uma voluntária do apoio logístico do TRE-SP disse que o tribunal determinou que os mesários encerrassem tudo normalmente às 17 horas. Os boletins foram impressos e as urnas eletrônicas, lacradas. Muitos mesários relataram que já deixaram o local.
Em Salvador, a coordenação da zona eleitoral alertou ao longo do dia para que os mesários esperassem para encerrar os trabalhos considerando a situação de instabilidade no transporte público da capital baiana. Eleitores reclamaram sobre a falta de circulação de ônibus e que tiveram de ir à pé às urnas.
Eleitores protestavam dizendo “queremos votar” no portão do Colégio Estadual Luiz Viana, o maior colégio eleitoral de Salvador.
No Distrito Federal, além de encerradas, algumas seções já haviam transmitido os dados ao TSE. Relata-se que, se a decisão tivesse vindo ao menos com uma hora de antecedência, os mesários e presidentes de seções poderiam ter sido notificados. Com a informação tardia, porém, falam que nada poderia ser feito.
Em meio à incerteza, foi solicitado a outros que permanecessem no local à espera de novos eleitores.
Alguns relatam que é discutido registrar o voto dos que chegarem mais tarde em cédulas de papel. Porém, há discussão sobre o procedimento pois não há um material oficial para realizá-lo e dizem que o processo só poderia seguir se for enviado algo do tipo.
Uma coordenadora de acessibilidade do TSE solicitou aos mesários de uma zona do município de São Paulo que continuassem no colégio eleitoral para registrar os eleitores que viessem após às 17 horas, para documentar seu comparecimento e encaminhar o processo de validação de seus votos a cartórios.
Mesários de seções que ainda não haviam totalizado seus votos foram orientados a seguir com as urnas abertas até 19 horas e aguardar novas orientações. O TRE teria informado aos trabalhadores que não havia mais o que ser feito sobre as urnas já encerradas.
No Rio Grande do Sul, o TRE definiu que os votos de seções já encerradas não seriam coletados por outras formas.
Em São Paulo, o tribunal regional orientou que aqueles que não conseguiram votar devem procurar o cartório.
Via comunicado, o TRE-PR diz aguardar sinalização oficial do TSE e que eleitores que estão nas filas estão sendo atendidos. 87,4% dos locais de votação no Paraná já haviam sido encerrados.
Os mesários ouvidos pela reportagem afirmaram que poucos eleitores apareceram após 17 horas, com um relato inclusive de um eleitor chegando à seção junto de um policial militar. Houve incerteza sobre como prosseguir com o voto. Outras seções seguiram sem ver novos votantes.
Em atualização…