Sentiu dores depois do treino? Veja dicas para evitar lesões musculares
- 24/10/2026 05:00
- Redação
O mundo vive um “boom” pela busca de uma vida mais saudável e, consequentemente, pela prática de atividades físicas. Os exercícios fazem bem e os benefícios ajudam na prevenção de algumas doenças. No entanto, isso não significa que o corpo esteja livre de alguns “contratempos”.
Em entrevista à CNN Brasil, o ortopedista Dr. Plínio Linhares explicou que, nesses casos, o vilão costuma ser o excesso. Esforço demais, aumento da intensidade dos exercícios ou a falta de preparo podem gerar algumas lesões musculares aos praticantes.
“As lesões mais comuns são os estiramentos musculares, que acontecem quando as fibras do músculo são submetidas a uma tensão maior do que conseguem suportar. Elas podem variar desde pequenas lesões até rupturas completas, com perda importante de força e necessidade de tratamento prolongado”, cita Linhares, que também é Cirurgião da Coluna na HapVida (operadora de planos de saúde).
O médico afirma que os músculos mais afetados são os posteriores da coxa, a panturrilha, o quadríceps e a região da virilha, principalmente em atividades com corridas rápidas e saltos, como futebol, corrida e esportes de quadra. “Além das lesões musculares, também podem ocorrer rupturas de tendões, lesões ligamentares e fraturas por estresse, dependendo do tipo de atividade praticada”, ressalta o ortopedista.
O artigo brasileiro “Incidence of musculoskeletal injuries in professional soccer players in Brazil” analisou 11 estudos entre 2010 e 2019, com o formato de pesquisa voltada aos jogadores de futebol no Brasil.
A pesquisa concluiu que o excesso de treino e jogos, pouco tempo de descanso e recuperação inadequada de lesões anteriores são os principais fatores de risco para o aumento da incidência de lesões muscoesqueléticas. A coxa é a parte do corpo mais afetada.
Entre os atletas, as lesões mais frequentes são: contusão (26% dos casos); entorse (20% dos casos); estiramento (59% dos casos).
Mesmo em casos mais simples, como exercícios físicos na academia, o ortopedista afirma que o principal sinal de alerta é a dor persistente. Ela pode aumentar com o tempo ou passa a limitar os movimentos do usuário. “Nas lesões musculares, é comum surgir uma dor localizada durante o esforço, muitas vezes acompanhada de sensação de fisgada, perda de força ou dificuldade para continuar a atividade”, explica o especialista.
É importante diferenciar dores simples com dores musculares intensas. “. Uma dor súbita e intensa, acompanhada de estalo, perda importante de força, deformidade ou incapacidade de continuar a atividade exige avaliação médica imediata”, ressalta Linhares.
Além disso, outros sinais importantes incluem:
Exercício para lombar: corrida e academia podem ser perigosos para dor na coluna | CNN Sinais Vitais
O ortopedista afirma que a prevenção depende de preparo físico, fortalecimento, planejamento dos treinos e recuperação adequada. Alguns cuidados devem ser persistentes:
O envelhecimento reduz a massa muscular, a força e a capacidade de recuperação, o que pede atenção especial em atividades físicas. “Uma das principais preocupações é a sarcopenia, condição caracterizada pela perda progressiva de força muscular, geralmente acompanhada da diminuição da massa e da qualidade dos músculos”, explica Dr. Plínio Linhares.
A condição compromete tarefas simples, como levantar de uma cadeira, subir escadas, caminhar ou carregar objetos, e aumenta o risco de quedas, fraturas e perda da independência.
No entanto, a idade por si só não é motivo para abandonar os exercícios, mas um alerta para manter o acompanhamento adequado. “O movimento bem orientado não é um risco que devemos evitar, mas um investimento na saúde que devemos preservar ao longo de toda a vida”, finaliza Linhares.