Trump e premiê britânico discutem Malvinas, Arábia Saudita e Ucrânia
- 23/10/2026 16:28
- Redação
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, discutiu diversas questões urgentes com o presidente dos EUA, Donald Trump, nesta sexta-feira (23).
Entre os temas abordados na conversa, estavam a aprovação, pelo Reino Unido, do desenvolvimento de um novo e importante campo de gás no Mar do Norte, a guerra na Ucrânia, a disputa do Reino Unido com a Argentina em relação às Ilhas Malvinas e o apoio à Arábia Saudita.
Sobre a aprovação do campo de gás “Jackdaw”, Downing Street informou que os líderes “concordaram quanto aos benefícios significativos que isso trará ao Reino Unido”, ressaltando que o projeto impulsionará a economia e garantirá empregos para trabalhadores britânicos.
Na quarta-feira (21), Trump elogiou a aprovação do campo de gás — uma decisão que pôs fim a anos de disputas jurídicas e políticas.
Burnham também tratou de um grande projeto de exploração de petróleo offshore próximo às Ilhas Malvinas — um território disputado no Atlântico Sul, sobre o qual o Reino Unido e a Argentina travaram uma guerra no início da década de 1980. A Argentina se opõe ao projeto petrolífero e anunciou planos de impor sanções às empresas envolvidas.
Burnham afirmou a Trump que as recentes “medidas coercitivas” adotadas pela Argentina poderiam acarretar consequências econômicas tanto para os EUA quanto para o Reino Unido.
Os dois líderes também debateram a instabilidade no Oriente Médio, com Burnham “reafirmando o apoio do Reino Unido” à Arábia Saudita diante dos ataques dos Houthis, segundo Downing Street. O Reino Unido declarou recentemente que realizará “missões defensivas de contra-ataque aéreo”, utilizando caças Typhoon da Força Aérea Real (Royal Air Force), para proteger cidades e a infraestrutura sauditas.
Sobre a Ucrânia, Burnham destacou a importância de Kiev ter acesso pleno ao sistema Starlink para sua defesa contra a Rússia, e elogiou os esforços de Trump para levar o presidente russo, Vladimir Putin, à mesa de negociações.
O comunicado afirma que os dois líderes concordaram em trabalhar com parceiros internacionais para pôr fim ao derramamento de sangue.
Autoridades ucranianas relataram que restrições ao serviço ainda persistem, o que dificulta a capacidade do país de se defender contra a Rússia.
(Com informações de Steve Holland e Carlos Mendez, da Reuters)