“Chance real de conexão”, diz diretor de “Feito Pipa” sobre Oscar 2027
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“Chance real de conexão”, diz diretor de “Feito Pipa” sobre Oscar 2027

  • 23/10/2026 13:08
  • Redação

Após conquistar mais de dez prêmios internacionais, incluindo o Urso de Cristal e o Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, o longa-metragem brasileiro “Feito Pipa” mira o Oscar 2027. Em entrevista à CNN Brasil, o diretor Allan Deberton (“Pacarrete”, “O Melhor Amigo”) demonstrou otimismo com a possibilidade de uma indicação e reconheceu as dificuldades de conquistar uma vaga na maior premiação do cinema.

“Acho que a indicação é sempre difícil. Estamos percebendo uma chance real de conexão, do encontro das plateias dos festivais e também dos membros votantes da Academia. E estamos fazendo essas conexões acontecerem”, afirmou ele.

Segundo o cineasta, a equipe já trabalha para ampliar a visibilidade do longa-metragem entre os votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar. A estratégia inclui a participação em eventos e a promoção de sessões que permitam apresentar a história a um público cada vez maior, como fizeram os indicados anteriores do Brasil, “Ainda Estou Aqui” (2024) e “O Agente Secreto” (2025).

“O que a gente deseja é amolecer o coração dos votantes, fazer com que eles se apaixonem pela história”, explicou.

Deberton, por enquanto, prefere manter mais os pés no chão diante da concorrência. “Queremos conversar, fazer com que o filme seja visto por toda a plateia possível, que possam lembrar da gente nesse momento de votação. Mas é uma coisa muito difícil, uma indicação. A gente está trabalhando com muita dedicação, porém consciente dos desafios.”

Uma história para gerar identificação e diálogo

Além das expectativas para a temporada de premiações, o diretor destacou a importância de “Feito Pipa” encontrar seu público no Brasil. Premiado internacionalmente, “Feito Pipa” acompanha a história de uma criança (Yuri Gomes) que encontra na relação com a avó (Teca Pereira) um espaço de afeto e liberdade, enquanto enfrenta conflitos familiares e questões relacionadas à própria identidade.

“Eu acho que ‘Feito Pipa’ é um filme acessível, muito próximo da forma como a gente convive com os nossos amigos, com os nossos parentes, de fácil identificação. São personagens reais, concretos, que fazem a gente se lembrar de pessoas que conhece, que ama, dos nossos avós”, comentou o diretor.

Ele também acredita que a história não se encerra com os créditos finais. A intenção é que o público saia das sessões com questionamentos e diferentes interpretações sobre os conflitos apresentados.

“É um filme que deixa para a plateia um lugar de reflexão, um lugar de debate depois da sessão, fazendo com que ele, de fato, faça uma diferença na vida dos espectadores”, destacou.

“Acho que, no Brasil que a gente vive, que é um Brasil dividido, em que não se conversa tão bem, é muito importante que as pessoas, por meio da cultura, da arte, consigam trocar ideias, informações, afetividades, conversar com respeito, fazendo com que essas diferenças diminuam cada vez mais”, refletiu.

“Feito Pipa” estreou na 50ª Mostra de Cinema de São Paulo na última quarta-feira (21). O filme chega aos cinemas em 5 de novembro.

Assista ao trailer de “Feito Pipa”

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  • Fonte: CNN Brasil
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