Filhote de onça vítima de ataque de cães retorna à natureza em SP
- 23/10/2026 02:37
- Redação
Uma jovem onça-parda fêmea foi solta, na última quarta-feira (21), em uma unidade de conservação, no Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio, região do Pontal do Paranapanema, interior do estado de São Paulo, após se recuperar de um ataque de cães.
Há dois meses, quando a fêmea tinha aproximadamente cinco meses de vida, foi encontrada em estado grave, uma ferida extensa no membro dianteiro direito, com exposição óssea, infecção severa e necrose, correndo o risco de amputação, depois de ser atacada por cães. Além disso, estava anêmica, desnutrida e incapaz de se manter em pé.
A iniciativa foi feita pela Fundação Florestal com a Secretaria de Meio Ambiente. O tratamento de recuperação intensivo, que contou com exames de sangue, de ultrassonografia e radiografias, fez com que a onça-parda tivesse condições para voltar ao habitat natural.
Além disso, ela ficou também sob isolamento sanitário, para minimizar qualquer contato ou aproximação humana e preservar os hábitos e comportamento selvagem. “O ataque sofrido pelo filhote evidencia como cães e gatos soltos podem perseguir, ferir ou transmitir doenças infecciosas graves à fauna silvestre”, diz a diretora de Biodiversidade da Fundação Florestal, Andrea Pires.
Filhote de onça é resgatado e homem é preso | VISÃO CNN
Onças-pardas em São Paulo
O Parque Estadual Morro do Diabo corresponde como uma das principais áreas do estado paulista para a salvaguarda da espécie. A unidade concentra 20,4% de todas as detecções do felino em São Paulo.
Uma em cada cinco onças-pardas registradas pelo programa no estado está no parque do Pontal do Paranapanema. Entre 2024 e 2025, houve 2.004 registros da espécie dentro dos limites do mesmo parque.
A onça-parda é o segundo maior felino das Américas e figura na lista de espécies ameaçadas de extinção em diversos biomas brasileiros. As principais ameaças à sua sobrevivência estão a perda e fragmentação de habitat, atropelamentos em estradas, caça ilegal e conflitos diretos.
*Sob supervisão de Thiago Félix