Flávio impõe condições para quebra de sigilo e campanha diz que Lula aceita
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Flávio impõe condições para quebra de sigilo e campanha diz que Lula aceita

  • 21/10/2026 16:58
  • Redação

O senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira (21) que o petista aceitará as condições apresentadas pelo adversário Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura dos sigilos bancário e telefônico dos dois candidatos.

Segundo Camilo, representantes da campanha de Lula irão ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta quinta-feira (22), às 11h, para protocolar a resposta às exigências do senador, com uma autorização para a quebra dos sigilos.

“De todas as condicionantes que ele colocou o presidente só tem a dizer que não se opõe absolutamente nada. Contanto que ele [Flávio] também cumpra e abra tudo que está sendo pedido”, afirmou.

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O senador disse que o horário previsto para a entrega do documento também será o prazo estabelecido pela campanha petista para que Flávio ou seu representante legal formalize a concordância com a abertura de “todo o sigilo bancário e telefônico”.

O desafio foi lançado por Lula durante o debate presidencial da Band, no domingo (18). Na terça-feira (20), o presidente apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para a divulgação dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares, condicionada à adoção da mesma medida pelo adversário.

Entre as exigências de Flávio está a abertura dos sigilos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e de outros auxiliares cujos telefones, segundo a campanha do candidato do PL, eram utilizados pelo presidente.

Questionado sobre o acesso aos dados de Marcola, Camilo afirmou que todas as condições serão atendidas, desde que Flávio também cumpra sua parte.

O senador petista também disse que a campanha estranhou a ausência da empresa Halcazar Holding na relação apresentada por Flávio.

Segundo Camilo, o candidato mantinha, por meio da empresa, uma conta compartilhada com o advogado Wiler Tomaz, a quem o petista atribuiu envolvimento em uma investigação sobre desvios de recursos de aposentados do INSS.

 

 

  • Fonte: CNN Brasil
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