Veja o valor gasto por Flávio e Lula para impulsionamento de suas redes
- 21/10/2026 16:48
- Redação
Flávio Bolsonaro (PL) investiu mais de R$ 9 milhões em impulsionamento de conteúdo nas redes sociais, enquanto a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destinou cerca de R$ 2,6 milhões à mesma estratégia. A apuração é do analista de Política da CNN Matheus Teixeira no CNN 360°.
Os dados constam nas declarações parciais de prestação de contas registradas no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), atualizadas de forma quase que em tempo real durante o período eleitoral.
De acordo com Matheus Teixeira, a legislação eleitoral não permite que o impulsionamento seja utilizado para criticar adversários. O recurso é autorizado apenas para enaltecer os próprios feitos, a biografia e o projeto apresentado pelo candidato ao país.
“A legislação não permite usar o impulsionamento para criticar o adversário”, explicou Teixeira. “Para enaltecer os próprios feitos e a própria biografia e o projeto apresentado para o país, está liberado.”
O impulsionamento funciona de maneira semelhante à publicidade digital utilizada por empresas e usuários comuns nas redes sociais. As campanhas contam com equipes especializadas que direcionam as publicações para públicos específicos, ampliando o alcance das mensagens.
Conforme destacou Teixeira, quanto mais recursos são investidos nessa estratégia, maior é o número de usuários alcançados. No entanto, ele ressaltou que o engajamento orgânico dos apoiadores também tem peso relevante na disseminação das mensagens.
Além do impulsionamento, os dois candidatos também investiram em agências de publicidade, para a produção de peças publicitárias, e em escritórios de advocacia. A prestação de contas definitiva será divulgada ao final das eleições, mas o TSE já disponibiliza declarações parciais ao longo do processo eleitoral.
O tema do impulsionamento digital ganhou relevância adicional em meio a questionamentos sobre o funcionamento do algoritmo da Meta, empresa responsável pelo Instagram, pelo Facebook e pelo WhatsApp.
Após um questionamento do ministro Marco Aurélio Bellizze ao TSE, a Meta negou ter beneficiado qualquer candidato. Contudo, um Conselho de Supervisão Internacional da própria Meta apontou que pode ter havido falhas na distribuição de conteúdo pela plataforma, que teriam restringido publicações de Lula sem aplicar o mesmo tratamento a Flávio Bolsonaro, o que poderia ter desequilibrado o alcance das mensagens de cada candidato.
O caso chamou a atenção do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional. O entendimento predominante é que, apesar de ser uma empresa privada, a Meta administra a comunicação de dezenas de milhões de cidadãos brasileiros, o que confere às plataformas digitais uma centralidade no debate público do país.
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