Cochilo, poluição e desemprego estão associados ao Alzheimer, diz estudo
- 21/10/2026 14:39
- Redação
Cochilar frequentemente, passar por dificuldades financeiras, ter problemas emocionais e respirar um ar poluído são fatores, além do tabagismo e álcool, que podem estar associados ao risco de desenvolvimento do Alzheimer.
A associação está presente em um estudo desenvolvido por pesquisadores da Harvard, publicado na revista Alzheimer’s & Dementia, da Alzheimer’s Association, na edição de outubro. Os cientistas avaliaram cerca de 500 mil britânicos, entre 40 e 69 anos, do banco de dados UK Biobank, acompanhados por mais de 10 anos.
Ao todo, foram analisados 193 tipos de exposição divididos em cinco grupos (social, estilo de vida, químico, físico e ecossistema). Durante o período, 8.881 participantes, cerca de 1,77%, desenvolveram Alzheimer ou outro tipo de demência relacionada.
Dos fatores analisados, 76 apresentaram associação com a doença. Destes, 45 apresentaram risco e 31 apresentaram proteção.
Veja o índice:
Entre as condições destacadas como predispostas, estão:
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Por outro lado, 31 fatores apareceram como associados à redução do risco de desenvolvimento das doenças.
Veja a seguir alguns dos fatores:
O estudo é observacional, ou seja, mostra associações e não comprova os fatores que causam a doença.
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A doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo que ataca a memória e a capacidade cognitiva, comprometendo as atividades diárias e o comportamento do paciente.
Segundo a Febraz (Federação Brasileira das Associações de Alzheimer), cerca de 2 milhões de brasileiros vivem com demência, número que pode triplicar até 2030. No mundo, o índice chega a mais de 50 milhões de pessoas convivendo com a doença.
O Alzheimer é uma doença sem cura e não se sabe qual é a sua causa. Apesar disso, existem diversos estudos que tentam identificar fatores de risco que não são atribuídos apenas à genética, como no caso da pesquisa feita pelos cientistas de Harvard.