Médico é indiciado por realização de cirurgias plásticas com sequelas e falsidade ideológica em MT
- 20/10/2026 13:04
- Redação
O médico Lucas Danillo Moreira de Jesus foi indiciado por suspeita de lesão corporal de natureza gravíssima e falsidade ideológica.
Reprodução O médico Lucas Danillo Moreira de Jesus foi indiciado por suspeita de lesão corporal de natureza gravíssima e falsidade ideológica após a conclusão de uma investigação sobre cirurgias plásticas realizadas em quatro pacientes, em 2023, em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá.
Laudos periciais identificaram sequelas permanentes em duas mulheres.
O g1 entrou em contato com o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
O g1 tenta localizar a defesa do médico.
A investigação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, concluída em 17 de agosto de 2026 e divulga pela polícia nesta terça-feira (20).
O relatório final foi encaminhado à Justiça.
As pacientes procuraram a Polícia Civil para relatar complicações após procedimentos como redução e levantamento das mamas, colocação ou substituição de próteses mamárias e lipoaspiração.
Entre os problemas relatados estavam dores persistentes, cicatrizes, assimetrias e deformidades.
Agora no g1
o caso A investigação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças e concluída em 17 de agosto de 2026.
Polícia Civil de Mato Grosso Segundo os laudos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), uma das pacientes apresentou deformidades e cicatrizes com comprometimento estético.
Em outro caso, os exames apontaram alterações permanentes nas mamas e nos mamilos.
Nos outros dois casos, os peritos não confirmaram lesões corporais.
Uma das mulheres também relatou necrose das aréolas e dificuldades de cicatrização após duas cirurgias, realizadas em 2023 e 2024.
Além das complicações cirúrgicas, a Polícia Civil apurou indícios de falsidade ideológica relacionados ao prontuário médico de uma das pacientes.
Conforme o relatório policial, uma prótese mamária teria se rompido durante um procedimento para retirada do implante.
O fato, segundo a investigação, não foi registrado no relatório cirúrgico correspondente.
A apuração considerou o depoimento da paciente, a prótese apresentada para exame e os documentos médicos.
A perícia, no entanto, não conseguiu estabelecer uma relação entre o rompimento do implante e as dores persistentes relatadas pela mulher.
Em interrogatório, o médico negou ter agido com negligência, imprudência ou imperícia.
Ele afirmou que as complicações decorreram de fatores relacionados às cirurgias, às particularidades de cada organismo e ao processo de cicatrização.
O médico também declarou que prestou acompanhamento pós-operatório e se colocou à disposição para realizar procedimentos reparadores quando necessário.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil formalizou o indiciamento pelos crimes de lesão corporal de natureza gravíssima e falsidade ideológica.
O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário para análise e adoção das providências cabíveis.