Mercedes-AMG revela SUV elétrico de 1.153 cv para encarar o Cayenne
- 19/10/2026 16:47
- Redação
A Mercedes-AMG revelou o Mercedes-AMG GT SUV, o primeiro utilitário esportivo de grande porte desenvolvido integralmente do zero em sua sede, em Affalterbach. O modelo é o segundo veículo concebido sobre a arquitetura de alta performance AMG.EA, com a proposta de ter a versatilidade de um utilitário familiar com a dinâmica de um carro de performance.
O lançamento chega como uma resposta direta ao Porsche Cayenne Electric, que impressionou o mercado quando lançou em sua versão topo de linha Turbo, em novembro de 2025. O modelo da Porsche gera 1.156 cv e acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos, alcançando 260 km/h de velocidade máxima.
Diante da ofensiva da rival de Stuttgart, a divisão esportiva da Mercedes-Benz resolveu entrar para o jogo e também apresentou números de hipercarro em formato de SUV.
No topo do portfólio, o AMG GT 63 SUV adota três motores elétricos de fluxo axial, tecnologia herdada da Fórmula 1 que entrega maior densidade energética e menor peso. O conjunto gera até 1.153 cv de potência máxima (com 710 cv sustentados de forma contínua) e 204 kgfm de torque no modo launch.
Com esse conjunto, o utilitário cumprirá a aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 2,5 segundos e atinge os 200 km/h em 7,2 segundos, com velocidade máxima limitada eletronicamente em 270 km/h com o pacote opcional Driver’s Package. Qualquer semelhança com os números do Porsche não é mera coincidência.
A gama de versões é dividida em três opções:
AMG GT 63 SUV: três motores de fluxo axial, 1.153 cv e torque de 204 kgfm.
AMG GT 55 SUV: três motores de fluxo axial, 805 cv de potência máxima e 190 kgfm de torque, cumprindo o 0 a 100 km/h em 3,1 segundos.
AMG GT 53 SUV: versão de entrada com dois motores síncronos convencionais (um por eixo), 536 cv de potência máxima, 81,5 kgfm de torque e aceleração de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos.
O SUV utiliza duas opções de bateria com arquitetura elétrica de 800 volts e sistema de arrefecimento direto com fluido dielétrico (óleo não condutor que circula individualmente em cada célula cilíndrica).
A versão GT 53 adota o pacote de 106 kWh de capacidade líquida, prometendo uma autonomia estimada de até 668 km (WLTP). Já as opções topo de linha GT 55 e GT 63 utilizam uma bateria expandida de 128 kWh, que permite alcançar até 700 km de alcance (WLTP).
A capacidade de recarga rápida atinge marcas intocadas na categoria:
Bateria de 128 kWh (710 kW em DC): em estações ultrarrápidas, é capaz de adicionar cerca de 450 km de autonomia em apenas 10 minutos de plugue, cumprindo a carga de 10% a 80% em 12 minutos.
Bateria de 106 kWh (600 kW em DC): adiciona até 380 km de alcance em 10 minutos.
Para gerenciar o peso, que supera os 2.700 kg nas versões mais equipadas, a Mercedes-AMG integrou um pacote avançado de dinâmicos:
AMG Active Ride Control+: suspensão a ar de três câmaras combinada a amortecedores hidráulicos interligados. O sistema substitui as barras estabilizadoras convencionais e anula ativamente a rolagem da carroceria em curvas, além de conter a elevação da dianteira em acelerações e o mergulho em frenagens intensas.
Eixo traseiro esterçante: as rodas traseiras giram até 6 graus em sentido oposto às dianteiras em velocidades abaixo de 80 km/h para aumentar a agilidade urbana, e até 1 grau no mesmo sentido em velocidades superiores para garantir estabilidade em trocas de faixa.
Freios de carbono-cerâmica: item de série no GT 63 (e opcional no GT 55), preparados para conter o peso do veículo em uso dinâmico.
Simulação de V8 e “Seat Shakers”: por meio do modo AMGFORCE Sport+, o carro reproduz no interior e no exterior o ronco documentado de motores V8 da marca ou de seis cilindros no GT 53. O sistema simula trocas de marcha por meio das borboletas no volante e faz os bancos vibrarem para reproduzir a ressonância mecânica de um motor a combustão.
AMG Race Engineer: três seletores giratórios no console central permitem ao motorista ajustar em tempo real a resposta do acelerador, o comportamento dinâmico em curvas e os nove níveis de intervenção do controle de tração.
No exterior, o SUV traz a grade frontal com filetes verticais metálicos (com opção de iluminação), conjunto óptico traseiro formado por seis turbinas circulares e o aerofólio ativo no teto, que se ajusta automaticamente a partir de 150 km/h para reduzir o arrasto ou aumentar o downforce.
Internamente, a cabine traz o painel de instrumentos digital de 10,2 polegadas, a central multimídia MBUX de 14 polegadas inclinada para o condutor e uma tela individual de 14 polegadas para o passageiro dianteiro. O teto solar panorâmico adota vidro eletrocrômico, que alterna entre transparente e opaco.
No mercado europeu, as encomendas da versão de entrada AMG GT 53 SUV começam na metade de outubro de 2026, com preços partindo de 113.050 euros (cerca de R$ 638 mil) e entregas previstas para o primeiro semestre de 2027.
Já as opções mais potentes e equipadas com os três motores de fluxo axial (GT 55 e GT 63) têm lançamento comercial agendado para o ano seguinte.