Conhece o Opel Astra F? Relembre o famoso “Astra belga”, que faz 35 anos
- 19/10/2026 14:01
- Redação
A Opel celebra os 35 anos do lançamento do Astra F, a geração global responsável por aposentar o tradicional nome Kadett no início dos anos 1990. Com mais de 4,13 milhões de unidades comercializadas entre 1991 e 1997, o modelo tornou-se o veículo mais vendido da história da fabricante alemã.
No mercado brasileiro, o carro desembarcou importado da Bélgica a partir de 1994, vendido sob a bandeira da Chevrolet. O do país de origem rendeu ao modelo o carinhoso apelido de “Astra Belga”, marcando o início da trajetória da linha no país antes do lançamento da geração seguinte (Astra G), produzida nacionalmente entre 1998 e 2011.
Lançado originalmente como hatch de cinco portas, o Astra F rapidamente expandiu sua gama para atender a diferentes perfis de consumidores. A linha contou com a perua Caravan, o sedã de quatro portas e até um conversível desenhado pelo estúdio italiano Bertone.
Sob o capô, trazia opções a gasolina e a diesel. O grande destaque ficava por conta da versão esportiva GSi 2.0, com opções de 115 cv e 150 cv (esta última com 16 válvulas).
O modelo trazia aerodinâmica apurada e foi o pioneiro em sua categoria ao adotar controle eletrônico de tração, tecnologia que evita que as rodas patinem em acelerações e que ajudou o compacto a vencer campeonatos de turismo na Europa, em suas versões homologadas para pista.
O projeto deu atenção especial à proteção dos ocupantes por meio do chamado “Opel Safety System”. As portas receberam reforços estruturais contra impactos laterais e os bancos ganharam desenho voltado a impedir que os passageiros escorregassem por baixo do cinto em colisões. Em 1994, os airbags duplos frontais passaram a ser item de série.
Mesmo mantendo dimensões externas parecidas com as do antigo Kadett, os engenheiros inclinaram e moveram o para-brisa 7,4 centímetros para a frente. A alteração ampliou a sensação de amplitude na cabine e garantiu até 5 centímetros a mais de espaço para joelhos e cabeça.
O Astra F introduziu soluções tecnológicas incomuns para compactos da época:
O modelo também atuou como laboratório para a mobilidade elétrica. Entre 1993 e 1997, a montadora criou o projeto experimental Astra Impuls III, composto por uma frota de dez unidades totalmente elétricas do hatch enviadas para testes intensivos no Mar Báltico.
Opel Astra Impuls 3 (1996) • Divulgação OpelMetade da frota entregava 61 cv de potência com baterias de níquel-cádmio, enquanto a outra metade gerava 57 cv com conjuntos de cloreto de níquel-sódio de alta energia. Ambas as configurações permitiam ao compacto atingir velocidade máxima de 120 km/h e autonomia de até 150 km por carga.
O sucesso do projeto fez com que a avaliação fosse expandida entre 1997 e 1999 para vias urbanas em cidades da Alemanha, Holanda e Bélgica, fornecendo dados essenciais que ajudaram a pavimentar o desenvolvimento dos carros elétricos modernos da marca.