Incêndios na Amazônia: aulas seguem suspensas em Manaus por ar “péssimo”
- 19/10/2026 12:43
- Redação
As aulas presenciais da rede municipal de ensino de Manaus seguem suspensas nesta segunda-feira (19) devido à baixa qualidade do ar provocada pela fumaça das queimadas.
Segundo a Sepdec (Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil), a capital amazonense amanheceu no domingo (18) com qualidade do ar classificada como péssima.
Às 6h, a concentração média de partículas finas (MP2,5) chegou a 150,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³), conforme a leitura de 14 sensores da plataforma PurpleAir.
Diante do risco de agravamento das condições atmosféricas, a prefeitura de Manaus decidiu manter a suspensão das aulas como medida preventiva para reduzir a exposição à fumaça e preservar a saúde da população.
Apesar da suspensão das aulas presenciais, os professores da rede municipal deverão seguir as orientações pedagógicas encaminhadas anteriormente pela Semed para dar continuidade ao processo de ensino e aprendizagem e reduzir possíveis prejuízos aos estudantes.
A prefeitura atribui a piora da qualidade do ar ao novo aumento dos focos de calor no interior do Amazonas, que contribui para a chegada de fumaça à capital.
Manaus pede socorro após fumaça de queimadas atingir níveis perigosos de poluição | CNN AGORA
A UFAM (Universidade Federal do Amazonas) e a UEA (Universidade do Estado do Amazonas) também divulgaram comunicados cancelando as atividades presenciais. Veja detalhes:
A Prefeitura atribui a piora da qualidade do ar ao novo aumento dos focos de calor no interior do Amazonas. • uea ufamUma nota técnica conjunta da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) orienta sobre o monitoramento e a prevenção de problemas possivelmente relacionados à exposição à fumaça.
O documento cita sintomas como tosse seca, falta de ar, irritação nos olhos, nariz e garganta, coriza, dor de cabeça e cansaço.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas estão entre os grupos mais vulneráveis.
Entre as recomendações estão reduzir o tempo de exposição à fumaça, evitar atividades físicas ao ar livre quando a qualidade do ar estiver prejudicada e acompanhar os alertas divulgados pelas autoridades.
A exposição à fumaça pode provocar irritação nos olhos, tosse, falta de ar e outros problemas respiratórios. Crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças respiratórias estão entre os grupos que exigem atenção especial.
Entre as recomendações divulgadas pela Defesa Civil estão manter a hidratação, utilizar máscaras do tipo PFF2 (peça facial filtrante de classe 2), evitar exercícios físicos e acompanhar os alertas oficiais enquanto persistirem as condições desfavoráveis.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo