Em livro póstumo, Eric Dane revela que filha o salvou de afogamento
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Em livro póstumo, Eric Dane revela que filha o salvou de afogamento

  • 18/10/2026 16:38
  • Redação

O ator Eric Dane (1972-2026) revelou em livro póstumo que a filha, Georgia, de 14 anos, o salvou de um afogamento durante férias em Antígua, ilha caribenha, em 2024, um pouco depois de ter sido diagnosticado com ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica).

Em trecho da obra “My Book of Days: A Memoir of Moments” (“Meu Livro dos Dias: Uma Memória de Momentos”, em tradução livre para o português), obtido pela revista americana People, Eric conta que esse foi um dos momentos mais assustadores em sua luta contra a ELA.

Ele havia entrado na água para dar um mergulho, quando percebeu que não conseguia mais nadar. A filha Georgia e uma amiga precisaram intervir para socorrê-lo.

Na ocasião, Eric relata que ligou para sua ex-mulher, Rebecca Gayheart, que, mesmo em meio à separação, continuava sendo uma grande amiga do ator. “Georgia me entrega meu telefone. ‘O que aconteceu?’, pergunta Rebecca. ‘Eu não sei nadar, Rebecca’, digo. ‘Eu não sei nadar’. Ela explode em lágrimas e eu choro com ela. Choramos juntos”, conta no livro.

Diagnóstico e morte de Eric Dane

O ator Eric Dane morreu aos 53 anos no dia 19 de fevereiro deste ano. Conhecido por interpretar o cirurgião plástico Mark Sloan em “Grey’s Anatomy”, Eric tornou público o diagnóstico de ELA em 2025 e recebia cuidados de enfermagem 24 horas por dia.

ELA é uma doença progressiva e neurodegenerativa que afeta as células nervosas do cérebro e da medula espinhal, responsáveis por fazerem os músculos do corpo se moverem. Com a doença, essas células nervosas perdem a capacidade de iniciar e controlar o movimento muscular, levando à paralisia e, posteriormente, à morte.

As pessoas com a doença perdem o controle de seus movimentos musculares e, às vezes, também perdem a capacidade de comer, falar, andar e, finalmente, respirar.

Em dezembro de 2025, Eric fez sua última aparição pública em um painel virtual da “I AM ALS” (“Eu sou ELA”, em tradução livre), em que definiu como “horrível” conviver com a doença.

“É encorajador manter um espírito otimista diante de algo tão horrível”, avaliou e acrescentou que, pelos seus sintomas, “não tinha nenhum motivo para estar de bom humor em nenhum momento, nenhum dos dias”. “Acho que ninguém me culparia se eu subisse para o meu quarto, me escondesse debaixo dos lençóis e passasse as próximas duas semanas chorando. Fiquei um pouco surpreso e feliz quando percebi que não era assim, porque tinha certeza de que seria.”

Durante o painel, ele também lembrou seu papel de “Mentes Extraordinárias” de 2024, em que interpretou um bombeiro que precisava contar para sua família sobre o diagnóstico de ELA. Eric avaliou que foi um desafio se desvencilhar de um personagem que vivia algo tão real, mas que se tornou também uma vivência “catártica” do qual era grato.

Além de Georgia, Eric também era pai de Billie Beatrice Dane, de 16 anos.

 

  • Fonte: CNN Brasil
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