Clint Eastwood salvou fazenda de virar condomínio; propriedade agora funciona como hotel com vista para o mar
- 18/10/2026 16:04
- Redação
Antes de se tornar um destino turístico na costa da Califórnia, uma antiga fazenda de laticínios esteve perto de desaparecer. A intervenção do ator e diretor norte-americano Clint Eastwood mudou o futuro do local, que hoje recebe visitantes em meio a construções históricas e paisagens rurais.
Conhecida como Mission Ranch, a área fica em Carmel, cidade litorânea onde o artista também ocupou o cargo de prefeito. A iniciativa faz parte de uma ligação antiga de Eastwood com a região, que também abriga outro projeto imobiliário associado a ele, com mais de 800 hectares e grande parte do terreno mantida sem construções.
A história do Mission Ranch começou no século XIX, quando o terreno era utilizado para a produção de laticínios. Ao longo das décadas, o espaço passou por diferentes usos, mas conservou parte de suas estruturas originais e da paisagem rural.
Na década de 1980, o local enfrentava a possibilidade de ser transformado em um conjunto residencial com aproximadamente 60 unidades habitacionais. Eastwood, que já mantinha uma ligação com Carmel, decidiu adquirir os cerca de 8,9 hectares para impedir que o projeto avançasse.
A compra aconteceu em 1986 e foi estimada em US$ 5,5 milhões, segundo informações divulgadas na época pela agência de notícias UPI. Em vez de demolir os edifícios existentes, o ator investiu na restauração das construções, mantendo características arquitetônicas que remetem ao passado da fazenda.
Atualmente, o Mission Ranch funciona como hotel e restaurante, com 31 acomodações distribuídas por diferentes edifícios. O espaço também conserva áreas de pastagem, onde ovelhas circulam, e oferece vistas para o Oceano Pacífico e a paisagem costeira de Carmel.
A atuação de Clint Eastwood na região não se limitou ao Mission Ranch. O artista também está associado ao Teháma, empreendimento residencial de luxo localizado nas colinas próximas a Carmel, com vista para o Oceano Pacífico.
O projeto ocupa aproximadamente 825 hectares, mas apenas uma parcela dessa extensão foi destinada a construções. Segundo informações divulgadas pelo próprio empreendimento, cerca de 85% do terreno permanece como espaço aberto, enquanto o restante abriga residências, infraestrutura e instalações de lazer.
A comunidade foi planejada com 90 lotes residenciais, distribuídos entre áreas de vegetação e colinas. O projeto também contempla medidas como reaproveitamento de água para irrigação e utilização de energia solar em parte de suas instalações.
Embora tenha finalidade imobiliária, o Teháma apresenta uma ocupação limitada em relação à extensão total do terreno. Aos 96 anos, Eastwood mantém seu nome associado a duas iniciativas que contribuíram, de maneiras diferentes, para conservar características da paisagem de Carmel.