Em jejum de 37 anos, Brasil busca vitória em traje típico no Miss Universo
- 17/10/2026 15:47
- Redação
Em novembro, o Brasil voltará à apresentação de trajes típicos do Miss Universo apostando no mistério. Detentora do título de 2026, Marcella Kozinki, 26, guarda a sete chaves os detalhes do figurino, uma vez que a ideia é recuperar a hegemonia da categoria.
Ao todo, o país ostenta quatro troféus no quesito, mas amarga uma seca de conquistas que já dura 37 anos.
A pioneira a subir no pódio foi Carmem Silva de Barros Ramasco, em 1967. Representando São Paulo, a candidata vestiu o “Bandeirante Estilizado”, uma releitura artística do personagem histórico ligado às origens paulistas.
Na época, a caracterização levou traços regionais aos jurados estrangeiros e deu o pontapé inicial no retrospecto vitorioso do Brasil.
Carmen Silvia de Barros Ramasco • Divulgação/MancheteJá em 1981, foi a vez de Adriana Alves de Oliveira, do Rio de Janeiro, levar a melhor com uma versão estilizada das tradicionais baianas, inspirada no legado de Carmen Miranda. A indumentária resgatava a estética universalizada pela artista, entrelaçando a performance da miss com a memória da música e da cultura pop brasileira.
Adriana Alves de Oliveira • Divulgação/MancheteO tricampeonato veio seis anos mais tarde, em 1987, pelas mãos de Jacqueline Meirelles, representante do Distrito Federal. Trajada em verde e amarelo, a composição ostentava vivacidade e luxo, sendo frequentemente equiparada pelo acervo Misses em Manchete ao fausto das indumentárias do famoso baile do Teatro Municipal.
Jacqueline Meirelles • Divulgação/MancheteA quarta e última glória brasileira ocorreu em Cancún, no México, em 1989, com a cearense Flávia Cavalcanti. Sua roupa, inspirada nas tradições indígenas, prestava tributo à Amazônia. Registros acadêmicos da Universidade Federal de Juiz de Fora detalham a indumentária: uma profusão de plumas, brilhos e matizes de rosa, verde e branco que simbolizavam a fauna, a flora e os ecossistemas nacionais.
Flávia Cavalcanti • Divulgação/MancheteAnos mais tarde, em 2007, a vice-Miss Universo Natália Guimarães, atual gestora estratégica da franquia Miss Universe Brasil, também buscou inspiração na biodiversidade ao desfilar adornada com suntuosas asas de borboleta. Para ela, o segmento é estratégico.
“O desfile de traje típico é uma oportunidade de contar uma história sobre o Brasil e mostrar ao mundo a riqueza da nossa cultura. Cada escolha precisa ter significado e criar uma conexão com o público”, diz.
“Nos últimos anos, nossas representantes vêm ganhando mais visibilidade, e essa etapa ajuda a despertar o interesse pelo país e pela candidata. Queremos que a Marcella leve à passarela uma mensagem que emocione e seja lembrada”, entrega.
Atualmente, Marcella lapida a sua própria visão da identidade nacional. Sem fornecer spoilers sobre a vestimenta completa, a candidata adianta os pilares conceituais do vestuário que vestirá no palco global.
“O Brasil tem uma energia única, e vou levar essa força comigo para o palco do Miss Universe. Desta vez, quero surpreender não apenas pela grandiosidade do traje, mas também pela mensagem que ele representa. Posso adiantar que sustentabilidade, criatividade e propósito estarão presentes em cada detalhe”, revela Marcella.
A 75ª edição do Miss Universo terá como sede Porto Rico. O esperado National Costume Show (exibição dos trajes típicos) está agendado para 21 de novembro, antecedendo o desfile preliminar no dia 22.
A coroação da vencedora ocorrerá na noite de 24 de novembro de 2026, na arena Coliseo de Puerto Rico José Miguel Agrelot, em San Juan.
Marcella foi eleita Miss Universe Brasil 2026 • Edu Araujo/AgNews
Marcella foi eleita Miss Universe Brasil 2026 • Edu Araujo/AgNews
Marcella foi eleita Miss Universe Brasil 2026 • Edu Araujo/AgNews
Marcella foi eleita Miss Universe Brasil 2026 • Edu Araujo/AgNews
Marcella foi eleita Miss Universe Brasil 2026 • Edu Araujo/AgNews
Marcella foi eleita Miss Universe Brasil 2026 • Edu Araujo/AgNews
Marcella foi eleita Miss Universe Brasil 2026 • Edu Araujo/AgNews