Trump chama ataques da Ucrânia a refinarias russas de “vergonha”
Internacional

Trump chama ataques da Ucrânia a refinarias russas de “vergonha”

  • 16/10/2026 01:55
  • Redação

A retomada dos ataques da Ucrânia a refinarias russas é uma “vergonha” que mantém elevados os preços globais da energia, disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em entrevista ao canal de notícias Newsmax, exibida na quinta-feira (15).

A Ucrânia atacou uma refinaria de petróleo russa depois que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou que Kiev estava abandonando um cessar-fogo que abrangia instalações energéticas, anunciado por Trump, e criticou a disposição do presidente americano em fechar acordos com Moscou.

“Tudo o que ele está fazendo é elevar o preço mundial do petróleo. Bem, acho isso uma vergonha”, disse Trump na entrevista, após a Ucrânia atingir uma refinaria da Rosneft, localizada a sudeste de Moscou e que ajuda a abastecer a capital russa.

“Há muitos alvos que você pode atingir, mas, quando atira contra refinarias de diesel, onde se produz, sabe, óleo diesel, e nós precisamos disso, e o mundo precisa disso, então ele não está prestando um bom serviço ao mundo.”

A Rússia lançou uma série de ataques com mísseis e drones contra instalações de energia, como usinas elétricas, interrompendo o fornecimento para centenas de milhares de pessoas. Zelensky disse ao jornal Financial Times que a paciência da Ucrânia havia se esgotado.

O governo Trump tenta mediar um acordo de cessar-fogo para encerrar a guerra, iniciada com a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022.

Em entrevista à Newsmax, Trump reiterou sua avaliação de que Zelensky e o presidente russo, Vladimir Putin, se odeiam, o que dificulta o fim do conflito.

“Não sou um grande admirador de Zelensky”, disse Trump. “Acho que, na verdade, os dois gostariam de ver isso terminar, mas considero Zelensky mais difícil de lidar do que Putin.”

Enquanto Trump pressionava Kiev a interromper os ataques às refinarias de petróleo russas, a Ucrânia enfrentava uma redução no uso de um sistema de satélites do qual depende para as comunicações no campo de batalha e as operações com drones.

A ordem partiu de dentro da Casa Branca, segundo dois funcionários americanos e um funcionário ocidental informado sobre o assunto. Eles não especificaram quem tomou a decisão ou quem foi responsável por executar a ordem.

  • Fonte: CNN Brasil
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@nortaonoticias.com.br

Compartilhar: