Dieta rigorosa e treino intenso podem atingir o sistema hormonal; entenda
- 15/10/2026 14:23
- Redação
A busca pelo emagrecimento, definição muscular e alto rendimento na academia pode ser benéfico, mas também pode sair caro para a saúde. Especialistas alertam que, dietas muito restritivas e rotinas pesadas de treino podem comprometer, além da mentalidade e do corpo, o sistema hormonal.
Um exemplo é a tenista norte-americana Emma Navarro, de 25 anos, que anunciou uma pausa na carreira após ser diagnosticada com RED-S (Deficiência Relativa de Energia no Esporte) e Tireoidite de Hashimoto. Segundo os atleta, os quadros, decorrentes em parte de uma alimentação inadequada, provocavam tonturas, dores de cabeça, fadiga constante e dificuldade de concentração.
De acordo com o endocrinologista Rodrigo Gomes de Souza, quando o organismo recebe menos energia do que gasta por um longo período, ele aciona um mecanismo de defesa que passa a economizar, reduzir o ritmo do metabolismo e, consequentemente, isso compromete o sistema hormonal.
Nessas situações, o organismo reduz a atividade do eixo que controla a tireoide. Na prática, é como se o organismo percebesse que ‘está faltando combustível’ e diminuísse o ritmo do metabolismo para gastar menos energia.
Rodrigo Gomes de Souza, gerente médico corporativo de centros clínicos ambulatoriais da Hapvida
Isso mostra que comer pouco e treinar muito não, necessariamente, significa ser saudável. Por este motivo, aqueles que querem manter uma dieta saudável precisam manter um acompanhamento médico com um endócrino ou nutricionista.
Rotina pode influenciar no diagnóstico de Hashimoto
A Tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune onde o sistema imunológico atinge as próprias células da tiroide, impulsionado por distúrbios endócrinos. Segundo o especialista, dietas severas podem influenciar na falta contínua de energia, na inflamação da glândula e contribuir para o surgimento ou o agravamento da doença.
É como se o organismo já estivesse no limite e a falta de energia tornasse a situação aparente.
É possível que a tireoide já esteja funcionando abaixo do ideal, de forma discreta, antes mesmo de aparecerem sintomas claros. Nesse cenário, dietas muito restritivas ou rotinas de treino excessivamente intensas podem funcionar como um gatilho.
Rodrigo Gomes de Souza, gerente médico corporativo de centros clínicos ambulatoriais da Hapvida
Segundo o especialista, quando o corpo entra em colapso energético, os principais sinais estão:
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Nos casos as doenças são impulsionadas pela baixa disponibilidade energética, o endocrinologista recomenda medidas além dos medicamentos. Não basta simplesmente ‘repor o hormônio’. É preciso também corrigir a falta de energia disponível para que o organismo volte a funcionar adequadamente”, afirma o especialista.
A recomendação é reduzir a intensidade dos treinos, introduzir nutrientes e carboidratos em proporções adequadas e procurar um especialista para checar as taxas hormonais e metabólicas.