Melhora do ensino é prioridade para alunos em escolas públicas, diz estudo
Educação

Melhora do ensino é prioridade para alunos em escolas públicas, diz estudo

  • 15/10/2026 02:15
  • Redação

Quando perguntados sobre o que esperam do governo de seus estados para as escolas públicas, 22% dos estudantes acreditam que melhorias no ensino e aprendizagem deveriam ser prioridade, enquanto 20% esperam que a infraestrutura das escolas seja priorizada.

Esse é um dos resultados da pesquisa “O que os estudantes pensam sobre a Educação?”, realizada pelo Instituto DataFolha a pedido da Fundação Itaú, Fundação Lemann, Fundação Telefônica Vivo, Instituto Natura, Instituto Sonho Grande, Instituto Unibanco e Todos Pela Educação. Os dados serão divulgados esta quinta-feira (15) e foram fornecidos em primeira mão à CNN Brasil. O levantamento conversou com 5.296 alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio em todo o Brasil.

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Para um em cada quatro estudantes do Ensino Médio, as questões de aprendizagem são as mais importantes, incluindo ter mais professores e que eles faltem menos, aulas mais dinâmicas e diferentes e um aumento geral na qualidade do ensino.

Para Luana Smeets, gerente de Políticas Públicas do Todos Pela Educação, os professores são a linha de frente da educação. Isso se reflete em outros marcadores do estudo. “75% dos estudantes que avaliam a escola como boa ou ótima também consideram que os professores explicam bem os conteúdos. No outro oposto, estudantes que avaliam que os professores não explicam bem, a avaliação positiva da escola cai para 48%”, avalia.

Quem frequenta o Ensino Fundamental já vê mais questões na estrutura das escolas, incluindo a manutenção, equipamentos e até ar-condicionado. “Os estudantes apontam principalmente questões de manutenção, reformas e condições adequadas dos espaços escolares, além de ampliação do acesso à internet, computadores e equipamentos”, explica a especialista envolvida no estudo.

Estudantes gostam das escolas públicas

Apesar do senso comum de que as escolas públicas têm uma qualidade menor, 69% dos alunos consideram suas escolas como “ótima” ou “boa”, enquanto apenas 5% as consideram ruins ou péssimas. Mas Smeets alerta que essa análise exige cautela. “Isso não significa ausência de problemas, apesar de demonstrar que os estudantes reconhecem aspectos positivos da experiência escolar, como a relação com professores e o ambiente de convivência. É importante valorizar essa percepção sem perder de vista os desafios de aprendizagem e as desigualdades existentes”, pondera.

Quando pedidos para apontarem os principais problemas percebidos no cotidiano escolar, os principais foram:

  • Estudantes são indisciplinados e atrapalham as aulas – 40%
  • Bullying, humilhações ou discriminação – 33%
  • Problemas com internet, computadores ou equipamentos – 33%
  • Falta de professores ou professores que faltam muito – 27%
  • Aulas pouco interessantes – 24%
  • Falta de apoio para quem tem dificuldade de aprender – 18%
  • Merenda de baixa qualidade – 18%
  • Infraestrutura que é ruim – 18%
  • Falta de apoio à saúde mental dos alunos – 18%

Ou seja, os dois problemas mais apontados estão mais relacionados ao comportamento dos alunos. Mas a solução vem do corpo docente e da direção. “Para enfrentar esses desafios, é necessário fortalecer a gestão da sala de aula, estimular a pactuação de regras de convivência, apoiar os professores em seu cotidiano escolar, não deixando apenas nas mãos desses profissionais o trato com essas questões, e desenvolver ações preventivas de acolhimento e mediação de conflito”, considera Smeets.

 

  • Fonte: CNN Brasil
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