Suspeito de matar jovem a tiros tem prisão mantida pela Justiça de SP
- 14/10/2026 22:19
- Redação
Mateus Isaac Cardoso Silva, de 22 anos, suspeito de matar a tiros a ex-companheira, Ana Clara Soares de Oliveira, passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (14) e teve a prisão mantida pela Justiça de São Paulo.
Mateus foi preso na noite da última terça-feira (13), enquanto estava escondido no apartamento de um tio, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. As equipes chegaram ao local por volta das 20h20, após receberem uma denúncia anônima sobre o paradeiro do suspeito.
O homem foi algemado sem oferecer resistência à prisão.
O feminicídio ocorreu na madrugada de segunda-feira (12), em uma residência na Rua Itu, no bairro Jardim Três Marias, em Taboão da Serra.
Segundo o registro policial, o casal estava temporariamente hospedado na casa de um amigo de Mateus. Durante uma breve ausência do proprietário, os dois discutiram e Mateus atirou contra a cabeça de Ana Clara, que morreu no sofá da sala.
SP: PM prende suspeito de matar ex-companheira a tiros em Taboão da Serra | CNN 360º
Ao retornar, João Pedro encontrou o suspeito no portão. Mateus pediu ajuda e disse ter matado a jovem “sem querer”. Após o amigo se recusar a ajudá-lo, ele pegou a motocicleta dele e fugiu levando a arma.
O suspeito também enviou mensagens e áudios à própria mãe após o crime, nos quais confessou o disparo e afirmou que pretendia permanecer foragido.
Em um vídeo gravado após ser preso pela Polícia Militar, Mateus Isaac Cardoso Silva, de 22 anos, conhecido como “Jacó”, tentou justificar o disparo.
Ao ser questionado sobre o crime, ele alegou ter agido sob “emoção” e declarou: “Apertei sem querer, meu irmão. Sou homem, senhor”.
Nas imagens, Mateus afirma que não teria motivo para fazer aquilo com a jovem. “Pra que que eu ia fazer isso com a menina, mano?”, diz.
Ao ser perguntado se apontava a arma diretamente para o rosto de Ana Clara no momento do disparo, ele negou. “Não, não estava. Ela estava em pé”, afirmou. Em seguida, ao ser pressionado a explicar por que puxou o gatilho, interrompeu o relato: “Eu não consigo mais falar, senhor”.
A CNN Brasil tenta localizar a defesa do suspeito. O espaço segue aberto.