Advogado é preso por suspeita de levar cliente para ser assassinado após retirá-lo da prisão em MT
- 14/10/2026 14:57
- Redação
O advogado Ênio Martimiano da Cunha Júnior é um dos quatro investigados na Operação Silenciar, iniciada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Reprodução Um advogado identificado como Ênio Martimiano da Cunha Júnior foi preso nesta quarta-feira (14), em Cuiabá, suspeito de participar do assassinato de Gabriel Martins Pereira, de 25 anos, em novembro de 2024.
Segundo a Polícia Civil, Ênio conseguiu a liberdade de Gabriel após uma prisão por suspeita de tráfico e, em seguida, o entregou para uma facção criminosa.
O g1 tenta localizar a defesa de Ênio Martimiano.
Conforme a investigação, integrantes da facção acreditavam que a vítima havia passado informações às forças de segurança sobre um esconderijo com mais de 100 quilos de drogas, mas a polícia não encontrou indícios de que ele tenha feito a denúncia.
O advogado é um dos quatro investigados na Operação Silenciar, iniciada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Outros dois investigados já estavam presos por outros crimes, e um quarto suspeito, apontado como integrante da facção que atuava como “disciplina” na época, está foragido.
Agora no g1 De acordo com o delegado responsável pelo caso, Gabriel foi detido pela Polícia Militar com pequenas porções de drogas e levado à Central de Flagrantes.
Durante a ocorrência, os policiais receberam informações sobre outro local onde havia drogas escondidas e encontraram mais de 100 quilos.
O delegado explicou que a equipe entendeu que não havia elementos suficientes para manter Gabriel preso em flagrante e mandou soltar.
Conforme a Polícia Civil, após a liberação, Gabriel foi levado pelo advogado a outro local, onde outras duas pessoas entraram no veículo.
Na manhã seguinte o jovem foi encontrado morto O laudo da perícia apontou que a vítima foi torturada antes de morrer.
Segundo a investigação, ela foi morta com 16 disparos de arma de fogo e 15 golpes de faca.
Para a polícia, o crime foi cometido para servir de exemplo e intimidar outras pessoas da região.
A polícia informou que os quatro investigados foram indiciados e que a Justiça decretou a prisão preventiva deles.
Os mandados foram cumpridos nesta quarta-feira, com exceção do suspeito que continua foragido.
A prisão do advogado foi acompanhada por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT).
O delegado ressaltou que o caso não representa a atuação da advocacia como um todo, mas afirmou que a investigação identificou participação concreta do advogado no homicídio.
As buscas continuam para localizar o suspeito foragido.