Telecinese: como funciona a suposta capacidade de mover objetos com a mente usado no enredo de diversas histórias de Stephen King
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Telecinese: como funciona a suposta capacidade de mover objetos com a mente usado no enredo de diversas histórias de Stephen King

  • 14/10/2026 14:02
  • Redação

A manifestação de superpoderes é algo que acontece com frequência na cultura pop. Nos quadrinhos, os heróis usam a força física ou habilidades mentais para combater o mal e salvar o dia. Já em histórias de terror, fenômenos sobrenaturais relacionados à mente são o centro de histórias famosas, como nas obras do escritor Stephen King, que explora a crença de que o cérebro pode controlar a matéria para desenvolver diversos personagens.

Esse fenômeno, chamado de telecinese, fascina cientistas e pesquisadores paranormais há décadas. A manifestação pública mais conhecida aconteceu em 1960, quando o ilusionista israelense Uri Geller entortou colheres e chaves em rede nacional.

Embora suas habilidades tenham sido questionadas e até classificadas pelo próprio Geller como truques de mágica, a CIA tornou públicos, em 2017, uma série de estudos sobre as supostas capacidades paranormais do ilusionista. Nos documentos, a agência relatou que, durante os testes, Geller “exibiu habilidade perceptiva paranormal de modo contundente”.

Da mesma forma, Stephen King atribuiu aos personagens Carrie, Abra Stone e aos jovens de “O Instituto” poderes psíquicos capazes de ameaçar a ordem estabelecida em seus respectivos universos.

Como funciona a telecinese?

Segundo o Instituto de Neurociência dos EUA, do ponto de vista da física, a telecinese exige que a mente gere forças suficientemente poderosas para mover a matéria, uma produção de energia muito além da capacidade do cérebro.

O Centro de Pesquisa Rhine, na Carolina do Norte, tentou estudar as condições desse fenômeno em ambientes controlados, buscando efeitos sutis em vez de móveis voando ou talheres entortados.

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Os defensores relataram resultados intrigantes em experimentos envolvendo pequenos dispositivos e processos aleatórios. Já os críticos argumentam que as descobertas não forneceram provas concretas de que a mente pode mover a matéria.

A ciência convencional também classifica a telecinese como ficção, embora ela continue a inspirar discussões espirituais e filosóficas sobre consciência e energia. A versão futura que mais se aproxima dos poderes manifestados por meio da telecinese é o implante cerebral BrainGate, que ajudou Matt Nagle, um homem tetraplégico, a realizar tarefas do dia a dia com a força do pensamento.

Segundo o The Guardian, o experimento foi realizado em 2005 e provou que Nagle conseguiu usar o pensamento para abrir e fechar uma prótese de mão e mover um braço robótico para pegar doces da mão de uma pessoa e colocá-los na mão de outra. Ele também aprimorou suas habilidades em jogos de computador com o clássico arcade Pong.

De acordo com o Instituto Robert J. e Nancy D. Carney para Ciências do Cérebro, da Universidade Brown, pesquisadores estão desenvolvendo uma nova geração de neurotecnologias médicas sem fio que serão capazes de registrar e monitorar a atividade neural para auxiliar no tratamento de doenças neurológicas.

  • Fonte: CNN Brasil
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