“Vou te sustentar”: veja vídeos de IA que fizeram pedreiro viajar 2 mil km
- 14/10/2026 13:04
- Redação
O pedreiro Edimar Rocha Martins, de 49 anos, viajou mais de 2 mil km até Belo Horizonte acreditando que encontraria uma suposta companheira na cidade, que, na verdade, era gerada por Inteligência Artificial. A mulher se apresentava nos vídeos como Jéssica e prometia que poderia sustentá-lo.
Em um dos vídeos, ela aparece em uma fazenda, da qual diz ser proprietária, dizendo que gostaria que ele estivesse em sua casa.
Já em um segundo vídeo, ela diz que o sustentaria e o convida para ir até o local. “Eu quero que você venha para a minha fazenda e nunca mais trabalhe na sua vida”, diz a mulher.
Edimar saiu de Imperatriz, no Maranhão, na última sexta-feira (9) e chegou na capital mineira no domingo (11). Foi apenas depois de chegar a Belo Horizonte e perguntar pela mulher que o pedreiro descobriu que “Jéssica” não existia no mundo real.
Em uma conversa com a Rádio Itatiaia, ele contou que, depois que perdeu a mãe, ficou muito solitário e encontrou na mulher do vídeo uma esperança de começar uma nova vida.
“Eu não quero mais ficar em Imperatriz, não gosto de lá. Eu gostava de lá quando minha mãe era viva. Isso minha família toda sabe. Às vezes, uma solidão dentro de casa acaba trazendo muito transtorno na vida da gente. Por isso que eu vim atrás dela”, afirmou.
Por não ter dinheiro para retornar à cidade onde vivia, ele pediu ajuda para voltar para casa, e obteve uma passagem de ônibus por meio do Serviço de Atendimento e Acolhimento ao Migrante da Prefeitura de Belo Horizonte.
O homem embarcou no ônibus, mas o destino escolhido não foi Imperatriz, de onde saiu, mas Araguatins, no Tocantins, cidade onde nasceu.
Até o momento, de acordo com a Polícia Civil, o caso não foi registrado.
Após a repercussão do caso de Edimar, a prefeitura de Belo Horizonte fez uma publicação nas redes sociais alertando para os riscos de conteúdos criados ou manipulados por inteligência artificial.
Segundo a administração municipal, imagens, vídeos e conversas podem ser produzidos artificialmente, o que exige atenção antes de confiar em pessoas conhecidas pela internet.
“Informação também é uma forma de proteção. Compartilhe esse alerta e nos ajude a evitar que outras pessoas passem pela mesma situação”, diz a publicação.
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