TOTVS: 93% das empresas não incorporam IA ao negócio
- 13/10/2026 21:42
- Redação
Um estudo realizado pela TOTVS em parceria com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) revela um paradoxo no uso da inteligência artificial pelas empresas brasileiras: embora 80% delas já utilizem a tecnologia em algum grau, 93% não conseguem incorporá-la de fato ao seu modelo de negócios.
Os dados foram apresentados em um evento do setor realizado em São Paulo.
O levantamento aponta ainda que 88% das empresas sequer contabilizam o retorno financeiro obtido com o uso da IA, evidenciando que o país ainda vive uma fase predominantemente experimental com a tecnologia.
Com a inteligência artificial cada vez mais presente dentro das organizações, o desafio central identificado pelo estudo é o de tirar grandes projetos de IA do papel e transformá-los em ferramentas confiáveis, de grande escala e que gerem retorno real.
Segundo o estudo, não é a inteligência artificial em si que produz valor nas empresas, mas sim a forma como ela muda o modelo de fazer negócios — visão atribuída a George Westerman, professor sênior do MIT.
A chamada “virada de chave” para transformar projetos-piloto em resultados concretos passa, segundo o estudo, por um plano estruturado de transformação digital para o Brasil nos próximos 30 anos, denominado “Brasil Digital 30+”.
“As empresas, muitas das empresas hoje estão investindo, mas não estão com esse investimento de IA na sua estratégia. Estão simplesmente testando”, afirmou Laércio Consentino, fundador da TOTVS.
Segundo ele, o uso da tecnologia ainda é mais uma evolução individual de cada funcionário do que uma transformação efetiva da própria empresa. “As empresas também precisam pensar na IA como um lado estratégico para crescimento e para competição”, acrescentou.
Ramon Martin, diretor de IA da TOTVS, destacou que o momento atual é de experimentação voltada à produtividade individual.
“Certamente você, eu, todos nós já estamos utilizando alguma IA para melhorar, resumir um e-mail, para verificar alguma passagem aérea, ou seja, fazer algumas pequenas atividades”, disse.
Para ele, o próximo passo é avançar para uma produtividade mais sistêmica, capaz de automatizar processos de negócio e conectar a tecnologia ao dia a dia das empresas de forma mais ampla e estruturada.
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