Nem nasceram e já bocejam? Entenda o que a ciência descobriu sobre esse comportamento dos bebês dentro do útero
Curiosidade

Nem nasceram e já bocejam? Entenda o que a ciência descobriu sobre esse comportamento dos bebês dentro do útero

  • 13/10/2026 18:19
  • Redação

O bocejo costuma aparecer quando estamos cansados ou com sono, mas esse movimento começa muito antes do nascimento. Ainda dentro da barriga da mãe, os bebês já são capazes de bocejar, comportamento observado em exames de ultrassom que desperta a curiosidade de pesquisadores.

Apesar de parecer um gesto simples, a ciência ainda não sabe exatamente por que ele acontece durante a gestação. Algumas hipóteses relacionam o bocejo ao desenvolvimento do organismo, enquanto pesquisas recentes sugerem uma possível influência dos movimentos da mãe.

Por que os bebês bocejam antes de nascer?

Diferentemente do que muitos imaginam, bocejar dentro do útero não significa necessariamente que o bebê esteja com sono. Uma das hipóteses é que o movimento esteja relacionado ao amadurecimento do sistema nervoso, que passa por diversas transformações ao longo da gestação.

O bocejo também pode estar associado a mecanismos naturais de regulação do organismo. No entanto, ainda não existem evidências suficientes para determinar sua função exata nessa fase da vida.

Outro detalhe é que os bebês não bocejam para respirar. Durante a gravidez, o oxigênio necessário ao desenvolvimento chega ao feto por meio da placenta, enquanto os pulmões se preparam para funcionar após o nascimento

Como é possível identificar um bocejo dentro da barriga?

Os bocejos podem ser observados por meio de exames de ultrassom, que permitem acompanhar os movimentos faciais dos fetos. Entretanto, nem toda abertura da boca significa que o bebê esteja bocejando.

Para identificar o comportamento, os pesquisadores observam a duração e a sequência dos movimentos. O bocejo apresenta uma abertura gradual e prolongada da boca, seguida de um fechamento mais rápido, o que ajuda a diferenciá-lo de outros gestos.

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Uma pesquisa publicada em fevereiro de 2026 na revista científica PLOS One, da Public Library of Science (Biblioteca Pública de Ciência), acompanhou 32 fetos saudáveis entre a 23ª e a 31ª semana de gestação. Os cientistas registraram uma média inferior a cinco bocejos por hora, mostrando que o movimento pode ser identificado e estudado antes do nascimento.

O bocejo da mãe pode influenciar o do bebê?

Pesquisadores identificaram uma possível relação entre os bocejos dos bebês e os das mães. Em um estudo publicado em maio de 2026 na revista científica Current Biology, gestantes assistiram a vídeos com diferentes expressões faciais, enquanto exames de ultrassom registravam os movimentos dos fetos.

Os resultados mostraram que os bocejos fetais aumentaram após as mães bocejarem, efeito que não ocorreu da mesma forma nas outras situações analisadas. A descoberta sugere uma possível influência do comportamento materno sobre o bebê ainda no útero.

Isso não significa, porém, que os bebês imitem as mães conscientemente, já que os mecanismos dessa associação ainda são desconhecidos. Embora a função exata do bocejo fetal continue em investigação, os resultados ajudam a compreender comportamentos que se manifestam antes mesmo do nascimento.

  • Fonte: CNN Brasil
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