Líder do PSD abre caminho para que partido apoie Hugo à frente da Câmara
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Líder do PSD abre caminho para que partido apoie Hugo à frente da Câmara

  • 13/10/2026 17:40
  • Redação

O PSD se reuniu nesta terça-feira (13) para encaminhar apoio à manutenção do bloco de partidos do Centrão que deu a presidência da Câmara dos Deputados ao atual presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB). Candidato à reeleição, Motta esteve presente no gabinete da sigla.

Antônio Brito, líder do PSD na Câmara, disse que não deve apresentar candidatura própria para presidir a casa em 2027 e que a intenção do partido é seguir com a parceria de Motta para mais um mandato de dois anos. Em 2025, Brito deu seu nome como candidato à presidência da Casa, mas recuou em apoio a Motta nos últimos momentos que antecederam a eleição parlamentar.

“Quem chega primeiro, bebe a água mais limpa. O PSD chega primeiro para manter esse bloco e isso serve para nos proteger. O líder do PL, por exemplo, precisa de mais deputados do que atualmente tem, não consegue passar um requerimento sequer sozinho, mas enquanto bloco, conseguimos dar prosseguimento às pautas que acreditamos ser o melhor para o Brasil”, disse Motta.

Trata-se de um primeiro passo de Motta rumo à reeleição de fato. Com uma grande coalizão que lhe rendeu 444 votos dentro de um bloco de 17 partidos – PL de Flávio Bolsonaro e PT de Lula inclusos -, Motta deve enfrentar maior dificuldade para continuar na cadeira que ocupa hoje, tendo em vista a nova leva de deputados eleitos no dia 4 de outubro e a predominância do PL frente aos demais partidos.

“Na semana passada eu conversei com [Antônio] Brito sobre a manutenção do bloco. Ele representa a sobrevivência política. Todos sabem como se deu a última eleição nessa casa. Brito colocou seu nome e compreendeu ao final que era melhor nos apoiar. Precisamos entender qual será nosso futuro depois das eleições. Como vamos sobreviver nessa selva política e nesse país radicalizado? Quando o centro político se junta, decidimos o que acontece no parlamento. Vendo o resultado da eleição, vejo que é vital estarmos juntos.”

Motta mencionou em seu discurso de agradecimento ao PSD que o apoio prévio significaria um sinal de “sobrevivência” frente a qualquer um dos candidatos que hoje disputam o segundo turno das eleições presidenciais, no entanto, vê com distância a vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) tendo em vista a aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sendo uma das únicas distinções do Republicanos nacionalmente, que fechou com o primogênito de Jair Bolsonaro (PL).

Como mostrou a CNN, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, disse que o plano é seguir com Motta mesmo com ameaça do PL na nova legislatura. O PL, porém, resiste e discute o lançamento de uma candidatura própria, como a do deputado federal Altineu Cortês, do Rio de Janeiro. A cúpula nacional do partido de direita, porém, avalia que, mesmo com as maiores bancadas federais na Câmara e no Senado, terá de abrir mão do comando de uma das Casas Legislativas por um acordo partidário.

Embora integrantes do PL, como o atual líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (RJ), tenham planos de ser presidente da Câmara um dia, o partido está aberto a uma composição com o centrão para buscar um acordo que assegure a eleição de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado.

Veja como ficou a configuração da Câmara dos Deputados após as eleições | CNN 360°

 

  • Fonte: CNN Brasil
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