Entenda o que é o tipo de câncer de pulmão que atinge o Papa Leão XIV
- 13/10/2026 16:54
- Redação
O Vaticano informou, nesta terça-feira (13), que o papa Leão XIV foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar. A enfermidade tem origem nas cédulas glandulares, ou seja, aquelas responsáveis por produção e secreção de substâncias como enzimas e hormônios, sendo um dos tipos mais comuns do câncer de pulmão.
Em fases iniciais pode não provocar sintomas, mas quando aparecem costumam ser: dor toráciaca, falta de ar e rouquidão.
No caso do pontífice, inicialmente, ele tinha sido diagnosticado com um nódulo no pulmão e, por isso, foi submetido à uma cirurgia. Parte do lobo inferior do pulmão do religioso foi retirado por meio de uma videotorascoscopia realizada no Hospital Gemelli, em Roma.
Além de pulmonar, a adenocarcionama também pode ser colorretal, de próstata, de mama ou gástrica.
Segundo o médico, Dr. Antônio Cavaleiro, coordenador do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Santa Catarina Paulista, o nódulo pulmonar são pequenas formações arredondadas que costumam medir até 3 cm.
A maioria deles não são câncer, mas alguns tumores malignos, como a adenocarcionama, podem sim se apresentar como um nódulo pulmonar.
“Por isso, identificar um nódulo não significa necessariamente ter câncer. É preciso avaliar suas características, tamanho, crescimento e os fatores de risco do paciente para definir a necessidade de investigação”, explicou o médico.
Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o câncer de pulmão é a principal causa de casos e mortes por câncer em todo o mundo, sendo o terceiro mais comum em homens.
O principal fator de risco é o tabagismo. Além disso, exposição à poluição do ar, infecções pulmonares, doença pulmonar obstrutiva crônica (como enfisema pulmonar e bronquite crônica) e fatores genéticos também favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer.
Uma das principais formas de conter o avanço da doença é a detecção precoce. “Uma característica importante é que esses tumores podem apresentar alterações genéticas específicas, que hoje conseguimos identificar por testes moleculares e, em muitos casos, tratar com medicamentos direcionados a essas alterações”, reforça Dr. Antônio Cavaleiro.
O diagnóstico é realizado por exames de imagem, como a tomografia, e confirmado por biópsia para identificar o perfil celular.
Por outro lado, o tratamento depende do estágio da doença e do perfil genético do tumor.