Lula pode ter 1ª mulher na Defesa e quer trocar chefes das Forças Armadas
- 13/10/2026 14:36
- Redação
O Ministério da Defesa poderá ser comandado pela primeira vez por uma mulher caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito.
O nome da atual secretária-geral da pasta, Cinara Wagner Fredo, já foi levado ao petista pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que sinalizou não ter interesse em permanecer no cargo.
Cinara, inclusive, já participou de uma reunião de ministros, em um gesto de Múcio para aproximá-la do Palácio do Planalto.
A praxe é que, na ausência do titular da Defesa, a pasta seja representada pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, posto hoje ocupado pelo almirante Renato Rodrigues Aguiar Freire.
Múcio tem dito a interlocutores que a secretária-geral tem a vantagem de já conhecer a pasta, ter conquistado bom trânsito entre a cúpula das Forças Armadas e ser um ativo político para o Palácio do Planalto. Lula quer manter a Defesa sob a chefia de um civil.
Outro nome citado como opção nos bastidores do governo é o do atual ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
Considerado conciliador, ele também é bem avalizado por Múcio para sucedê-lo na Defesa. Além disso, sua eventual indicação seria considerada uma deferência ao vice-presidente Geraldo Alckmin, de quem é próximo.
Independentemente de quem for escolhido para chefiar a Defesa em um novo governo, o presidente Lula já está decidido a trocar os comandos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
Hoje, as Forças são chefiadas, respectivamente, pelo general Tomás Paiva, pelo almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen e pelo tenente-brigadeiro do ar Marcelo Damasceno.
Os três já estão cientes de que, mesmo se Lula for reeleito, deixarão os cargos juntamente com o ministro da Defesa.
A medida, segundo apurou a CNN, tem o objetivo de evitar descontentamento nas cúpulas do Exército, da Marinha e da FAB. A manutenção dos comandantes após quatro anos impediria a abertura de novas vagas no Alto Comando das Forças.
Dos atuais comandantes, o chefe do Exército foi quem construiu a relação mais próxima com o Palácio do Planalto.
Tomás, que assumiu o posto após a demissão do general Júlio César Arruda, teve papel essencial depois dos ataques de 8 de janeiro para controlar as tropas e conduzir a Força durante o julgamento da trama golpista.
Segundo apurou a CNN, caso Lula seja reeleito, é avaliada a possibilidade de o general Tomás Paiva ser indicado para outro cargo na estrutura federal.
Análise: Entenda as mudanças ministeriais do governo Lula | CNN NOVO DIA