Quer um cachorro que vive mais? Novo estudo sugere que cadelas de porte pequeno envelhecem mais lentamente e são menos afetadas por doenças da idade
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Quer um cachorro que vive mais? Novo estudo sugere que cadelas de porte pequeno envelhecem mais lentamente e são menos afetadas por doenças da idade

  • 12/10/2026 20:21
  • Redação

Ter cachorros que vivem mais e sofrem menos com doenças relacionadas à idade é o sonho de qualquer tutor. Um estudo de longevidade na espécie canina mostrou que o sexo e, principalmente, o porte do animal podem ter grande influência em sua expectativa de vida.

Na segunda-feira (6), o Dog Aging Project divulgou os resultados do mapeamento genético de 894 cachorros de diferentes raças, sexos e portes nos Estados Unidos. A análise indica que os processos de envelhecimento são mais intensos em cães machos e de porte grande.

Explicação genética

O estudo focou na metilação do DNA, um mecanismo de regulação do material genético que funciona como marcador químico do envelhecimento.

As marcas de metilação são deixadas para evitar erros de transcrição e leitura que podem ocorrer nas interações entre as células e o material genético. Um exemplo é a atividade de “genes saltadores” como o LINE1, que se duplicam e ocupam espaços indevidos no genoma.

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Na juventude, a metilação é mais eficaz em controlar a atuação do LINE1 e outros “invasores”; com o passar dos anos, esta regulação começa a falhar. Esta deficiência está correlacionada ao desenvolvimento de cânceres e outras doenças ligadas à idade avançada.

A descoberta principal do estudo é que mais de 40% das regiões do DNA “invadidas” pelo LINE1 perdem marcas de metilação enquanto o cachorro envelhece. Essa perda é 35% maior em raças de porte extragrande, em comparação com as pequenas.

“Isto sugere que o envelhecimento mais rápido em cães grandes pode ser causado, em parte, pela redução do controle sobre estes ‘genes saltadores'”, diz o pesquisador Blaise Mariner, coautor do estudo, em publicação da Arizona State University.

O sexo também influencia

Outro achado foi uma aparente correlação entre o sexo do animal e o volume de metilação ao longo dos anos. Cada cromossomo X nos cachorros machos tinha mais marcas de metilação do que os das fêmeas; isto indica que a presença de dois cromossomos X no genoma feminino pode oferecer maior controle sobre os genes saltadores e outras falhas no código genético.

Ou seja: é possível que cadelas tenham um melhor mecanismo de regulação contra os efeitos do envelhecimento e as possíveis doenças da idade.

Longevidade dos cães é crucial para os humanos – até aqueles que não têm cachorro

O estresse sobre a saúde e a possível perda de seus companheiros caninos é uma das principais fontes de sofrimento para tutores. Outros estudos já tentaram oferecer outros indicadores de expectativa de vida para a espécie, como o tamanho do focinho.

Mas há outra utilidade para estudar a longevidade nos cachorros: os mesmos componentes que indicam que um indivíduo pode viver por mais tempo e com mais saúde do que outro podem servir para analisar a vida humana.

“Nosso trabalho”, diz o autor do estudo Noah Snyder-Macker, “sugere que elementos como o LINE1 podem ser uma parte fundamental do envelhecimento em mamíferos. Se for o caso, abordar estes elementos ou os mecanismos de regulação pode ser uma via promissora para futuras terapias de extensão da vida humana.”

  • Fonte: CNN Brasil
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