AVC: entenda doença que fez youtuber Pirulla perder parte dos movimentos
- 12/10/2026 17:13
- Redação
Após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral) isquêmico grave, o youtuber e biólogo Paulo Miranda Nascimento, conhecido como Pirulla, retornou ao seu canal do YouTube, no último domingo (11), para atualizar os fãs sobre seu estado de saúde.
O criador de conteúdo atravessou um período crítico em maio de 2025, quando chegou a ficar na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Ele ficou internado no hospital por pelo menos dois meses.
Na gravação, Pirulla explica que teve parte do corpo paralisada, necessitando de uma cadeira de rodas para se locomover. Além disso, precisou realizar fisioterapia para conseguir andar, já que não sentia uma de suas pernas. Segundo o biólogo, ele também perdeu completamente os movimentos da mão direita. “Eu sobrevivi. Foi um sopro”, disse ele.
Com dificuldade para formular frases e palavras, o youtuber conta que, além da fisioterapia, atualmente passa por aulas de fono, escrita e leitura para reforçar a capacidade intelectual.
O Acidente Vascular Cerebral ocorre quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando uma paralisia da área cerebral.
Existem dois tipos de AVC, que ocorrem por motivos diferentes:
O caso de Pirulla trata-se do isquêmico.
Leia também: AVC: entenda causas, riscos e a importância do diagnóstico precoce | CNN BrasilO Brasil é um dos países com a maior população afetada por AVC no mundo, segundo dados da SBAV (Sociedade Brasileira de AVC). No país, a doença se tornou uma das principais causa de mortes, ultrapassando a média global.
Segundo a associação, entre janeiro e março de 2026, o total de mortes por AVC foi de 20.461, o que representa cerca de 229 por mês, ou seja, 9 mortes a cada uma hora pela doença.
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Em entrevista à CNN Brasil, o neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola explicou que os sintomas aparecem de forma repentina, caracterizado pela perda de força de um dos lados do corpo, dificuldade para falar e alteração na visão. Em alguns casos, o paciente pode entortar o corpo, ter desequilíbrio ou sofrer com dor de cabeça intensa.
“Um ponto importante é que não devemos esperar os sintomas melhorarem espontaneamente: mesmo que desapareçam, é necessário procurar atendimento imediatamente”, reforça o especialista.
Em alguns casos, um derrame pode ocorrer e paralisar o corpo. Os movimentos podem ser retomados depois de um tempo, no entanto, por outro lado, também precisa ser considerada a possibilidade de sequelas irreversíveis.
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Segundo o neurocirurgião, fatores comportamentais são relevantes para o diagnóstico da doença, como tabagismo, sedentarismo, excesso de peso, consumo frequente de álcool.
Por outro lado, doenças cardíacas, hipertensão, idade e histórico familiar também podem influenciar.
“A melhor estratégia é controlar os fatores de risco ao longo da vida. Isso envolve acompanhar regularmente a pressão arterial, glicemia e colesterol, não fumar, praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada e tratar corretamente doenças cardíacas e outras condições de saúde”, finaliza o médico.