Campanha de Flávio diz que enviará ao TSE novos dados contra canal pró-Lula
- 12/10/2026 15:07
- Redação
A campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) informou nesta segunda-feira (12) que vai enviar ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) novos dados contra o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, organizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
“A campanha desde já esclarece que encaminhará ao TSE novo relatório técnico sobre o canal, inclusive com o espalhamento em tempo real que realizou, com a conservação de grande parte do conteúdo que Janones apagou”, escreveu.
O presidente do Tribunal, Nunes Marques, havia determinado no domingo (11) a suspensão do canal que reúne apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atendendo a um pedido de Flávio. A decisão valeria até o fim do segundo turno das eleições. No mesmo dia, porém, o canal foi reestabelecido após a corregedoria do TSE contrariar a decisão do ministro.
Em nota nesta tarde, a campanha do candidato do PL alega que o canal ativo é usado para “disseminação de fake news e ataques com participação de duas milhões de pessoas”.
No comunicado, pontua que Janones disse que não divulgaria “uma única fake news até o final da campanha” e que, “42 minutos depois”, apagou “219 publicações em 18 minutos” após divulgação de notícias sobre um possível questionamento judicial do canal.
“Entre as mensagens apagadas estavam os links e as ordens que ligavam o canal a vídeos sobre a falsa informação do cancelamento do reajuste do Bolsa Família e de redução de aposentadorias”, afirma.
Nunes Marques determina que área técnica do TSE faça análise sobre canal pró-Lula | LIVE CNN
A campanha também acusa o canal de usar um “apagamento sistemático de dados” para burlar a fiscalização da Justiça Eleitoral e da própria plataforma, e de usar links com as supostas informações falsas, o que dificultaria “o controle do que está sendo disseminado”.
Na nota, porém, a equipe de Flávio diz ter feito o “espelhamento em tempo real do canal e que já tinha acautelado o material na Secretaria Judiciária do TSE, quando do ajuizamento da AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral”.
“Esse conteúdo será atualizado e submetido à Presidência do Tribunal Superior Eleitoral“, destaca.
A nota ainda afirma que a orientação dentro do canal é que os participantes divulguem os conteúdos postados “sem sequer assistirem aos vídeos respectivos, para enganar os algoritmos da plataforma, ampliando a relevância”.
Mais cedo, como mostrou a CNN, Nunes Marques solicitou informações sobre o canal à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral. A área técnica do TSE, no entanto, respondeu não ser possível aferir se houve disparo de fake news pelo canal coordenado por Janones.
Os técnicos avaliaram conteúdos compartilhados de 2 a 11 de outubro de 2026 e não foram localizadas publicações que reproduzam afirmações questionadas pela campanha de Flávio Bolsonaro.
Segundo o documento, “parte das publicações originais de setembro foi apagada a partir de 7 de outubro”.