“Exército do Lula”: PT critica “censura” de Kassio em favor de Flávio
- 11/10/2026 17:11
- Redação
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou uma nota neste domingo (11) na qual classifica a decisão do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, de derrubar o canal “Exército do Lula” como “censura e parcialidade”.
A decisão do magistrado atendeu a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que questionava a licitude do canal de envio de mensagens criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), com a acusação de propagação de fake news contra o bolsonarista.
No posicionamento, a campanha fala do trabalho do TSE em garantir a escolha do eleitor com liberdade e imparcialidade e afirmou que, com supostas interferências, “a própria democracia é colocada em xeque”.
“Quando quem deveria arbitrar a disputa passa a interferir nela, silenciando milhões de eleitores às vésperas do segundo turno, a própria democracia é colocada em xeque”, diz a nota.
Durante ato de campanha na cidade de São Paulo, na manhã deste domingo, o presidente Lula definiu o ato de Nunes Marques como “absurdo” e reclamou de “decisões tendenciosas” da Corte Eleitoral.
“Eu acho um absurdo. […] Os nossos advogados vão ter que entrar com um pedido de explicação. […] Há alguns dias eu estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas contra a nossa campanha. […] Não é possível que o presidente da Justiça Eleitoral não teria um comportamento civilizado e republicano de permitir que as eleições fluam sem interferência da Justiça”, disse o petista.
Durante a tarde deste domingo, o corregedor do TSE, Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu a decisão de Nunes Marques e determinou o retorno provisório do canal. Além disso, o caso será analisado pelo plenário da Corte Eleitoral.
“Nesse contexto, e considerando que a suspensão integral do canal foi determinada antes da conclusão das diligências destinadas à regularização da instrução probatória, entendo necessário restabelecer provisoriamente seu funcionamento, até que o Plenário desta Corte examine a controvérsia, sem prejuízo de reavaliação diante de elementos supervenientes que justifiquem providência mais restritiva”, argumentou o corregedor.
Campanha do presidente Lula denuncia censura e parcialidade do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, em favor do candidato Flávio Bolsonaro.
A Justiça Eleitoral existe para garantir que o povo brasileiro escolha seus representantes com liberdade e imparcialidade. Quando quem deveria arbitrar a disputa passa a interferir nela, silenciando milhões de eleitores às vésperas do segundo turno, a própria democracia é colocada em xeque.
1. Nesse domingo, 11 de outubro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta tirasse do ar, em até três horas, o canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones no WhatsApp. A decisão atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e vale até a homologação do resultado do segundo turno.
2. Isso tem nome: censura. Que viola um princípio fundamental da Constituição Federal que é a liberdade de expressão. Ela cala um canal inteiro, e inibe a mobilização espontânea de mais de 3,4 milhões de brasileiros, que ingressaram por vontade própria. Kassio Nunes ainda usurpou a competência do corregedor do TSE para julgar essas ações. Além disso, ele também utiliza do processo administrativo para impedir a participação dos demais Ministros com um julgamento no plenário do Tribunal.
3. A quem interessa mais esse ato de censura? A quem interessa calar a mobilização espontânea das redes justamente agora?
4. Diante desses fatos, a campanha do presidente Lula recorrerá da decisão e espera que a Justiça brasileira revogue a censura ao canal, respeite a liberdade de expressão do eleitor, não interfira no processo eleitoral e cumpra seu papel institucional com imparcialidade.
Nenhuma decisão vai calar o povo brasileiro. Cada eleitor e cada eleitora será um canal de comunicação, mobilizando todas as páginas, perfis e grupos para reeleger o presidente Lula. Estamos ainda mais fortes, nas ruas e nas redes, e no dia 25 de outubro vamos mostrar nas urnas que o Brasil vai voltar a vencer.
Não vamos nos intimidar. Sigam mobilizados. A mobilização do povo brasileiro está cada vez maior, e ninguém vai conseguir pará-la.
Campanha Lula, 11 de outubro de 2026
Corregedor do TSE determina retorno provisório de canal "Exército de Lula" | CNN AGORA