SP tem alerta laranja de perigo para tempestades neste domingo (11)
Brasil

SP tem alerta laranja de perigo para tempestades neste domingo (11)

  • 11/10/2026 06:39
  • Redação

Com a chegada de uma nova frente fria, São Paulo deve enfrentar instabilidades e pancadas de chuva durante a tarde deste domingo (11). A partir da previsão, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu um alerta laranja, de perigo, para tempestades para todo o estado, além de regiões vizinhas.

Segundo o aviso, há possibilidade de chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos entre 60 e 100 km/h, além de queda de granizo. O instituto aponta também para risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.

De acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas), o dia começa com muitas nuvens e aberturas de sol no período da manhã.

No entanto, à tarde, há potencial para chuva forte, acompanhada de trovoadas e rajadas de vento. Durante a noite, as precipitações ainda acontecem, porém com menor intensidade. A mínima deve ser de 18°C e a máxima de 28°C.

O alerta laranja de perigo ainda abrange os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. 

Descolamento de frentes frias

A Oscilação Antártica (AAO) é uma das principais teleconexões meteorológicas responsáveis por influenciar o deslocamento de frentes frias da Antártida em direção à América do Sul. 

O fenômeno natural se caracteriza pela variação no comportamento dos ventos de oeste e da pressão atmosférica entre o continente antártico e a região sul da Patagônia. A AAO não tem duração fixa e pode atuar no mesmo padrão por prazos que variam de algumas semanas até por alguns meses.

Além disso, o padrão do fenômeno determina a frequência de frentes frias no Brasil, o que impacta diretamente os índices de chuva e as temperaturas registradas no país.

As duas fases do fenômeno

Os meteorologistas classificam a atuação da Oscilação Antártica em dois modos principais: a fase positiva e a fase negativa. A alternância entre as duas etapas muda a dinâmica do clima na América do Sul.

Na fase positiva, a pressão atmosférica fica relativamente mais alta no sul da Patagônia e mais baixa sobre a Antártida. A configuração fortalece os ventos de oeste e mantém a maioria das frentres frias e ciclones extratropicais retidos ao sul, próximos ao polo, o que dificulta a chegada do ar frio e da chuva no Brasil.

Já na fase negativa, ocorre o padrão inverso. A pressão fica mais baixa na Patagônia e mais alta na Antártida. Os ventos de oeste enfraquecem ou se deslocam mais para o norte. Com o bloqueio enfraquecido, as massas de ar polar e as frentes frias conseguem avançar com maior frequência em direção ao território brasileiro.

Relação com o El Niño

De acordo com a Climatempo, estudos científicos mostram que a fase negativa da Oscilação Antártica tende a ser mais frequente em anos marcados pela presença do El Niño.

A influência do padrão pôde ser observada recentemente. A prevalência da fase negativa da AAO durante a primeira quinzena de setembro de 2026 explicou o excesso de chuva e as temperaturas abaixo da média histórica registradas na região Centro-Sul do Brasil.

Com a projeção de fortalecimento do El Niño entre o meio da primavera de 2026 e o início do verão 2026/2027, a expectativa é que os períodos de fase negativa da AAO continuem recorrentes.

Como consequência, o Centro-Sul do país permanece sob risco de novos episódios de chuva volumosa e atípica ao longo da estação.

  • Fonte: CNN Brasil
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