Risco de câncer de mama é maior em mulheres após os 50 anos; veja sinais
Saúde

Risco de câncer de mama é maior em mulheres após os 50 anos; veja sinais

  • 11/10/2026 03:40
  • Redação

O risco de desenvolver câncer de mama aumenta a partir dos 50 anos, quando as mudanças biológicas do envelhecimento da mulher e o acúmulo de exposições ao longo da vida contribuem para a evolução da doença.

Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de mama não tem uma causa específica e pode estar relacionado a diferentes fatores, como idade, histórico hormonal e reprodutivo, hábitos de vida, condições ambientais e predisposição genética.

A idade, no entanto, ainda segue como um dos principais fatores de risco para a doença. De acordo com o instituto, cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos.

Fatores de risco

De acordo com o INCA, nessa faixa etária, os fatores endócrinos e relacionados à história reprodutiva estão associados, principalmente, à exposição a hormônios como o estrogênio, produzido pelo próprio organismo ou administrado externamente.

Na prática, isso significa que quanto maior o tempo de exposição, maior pode ser o risco.

Veja alguns dos fatores associados:

  • Menstruação antes dos 12 anos;
  • Menopausa após os 55 anos;
  • Primeira gravidez após os 30 anos;
  • Ausência de filhos;
  • Uso prolongado de contraceptivos orais combinados (estrogênio e progesterona);
  • Terapia de reposição hormonal após a menopausa, especialmente quando utilizada por mais de cinco anos.

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Diagnóstico tardio

Cerca de 51% dos casos de câncer de mama atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) foram diagnosticados nos estágios 3 e 4, considerados avançados.

O número indica que cinco em cada dez mulheres receberam o diagnóstico em fases mais avançadas da doença, segundo a nova edição do Panorama da Atenção ao Câncer de Mama.

O levantamento utiliza dados do INCA e foi realizado em parceria entre o Instituto Natura, a Avon, o Observatório da Oncologia do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer e o Instituto Protea.

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O relatório também analisou os diagnósticos por faixa etária. Os maiores percentuais de detecção em estágios avançados foram registrados entre mulheres mais jovens, de 20 a 29 anos: 68,3% dos casos. Na faixa dos 30 aos 39 anos, o índice foi de 61,9%. Entre mulheres de 40 a 49 anos, chegou a 53,7%.

Já entre as mulheres de 50 a 69 anos, faixa etária considerada alvo do rastreamento, 47,6% dos casos foram identificados em estágios avançados.

Saiba quais são os principais sinais

O câncer de mama pode apresentar sinais e sintomas que permitem identificar alterações suspeitas. Entre eles estão:

  • Nódulo na mama em mulheres com mais de 50 anos;
  • Nódulo na mama em mulheres com mais de 30 anos que persiste por mais de um ciclo menstrual;
  • Nódulo endurecido, fixo ou que aumenta de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade;
  • Saída espontânea de líquido por um dos mamilos;
  • Lesão na pele da mama que não responde a tratamentos tópicos;
  • Aumento progressivo do tamanho da mama;
  • Pele da mama com aspecto semelhante ao de uma casca de laranja;
  • Retração da pele da mama;
  • Mudança no formato do mamilo;
  • Pequenos nódulos no pescoço ou nas axilas.

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O INCA orienta que as mulheres observem as próprias mamas sempre que se sentirem confortáveis, seja durante o banho, ao trocar de roupa ou em outras situações do cotidiano.

Caso alguma mudança persista, a recomendação é procurar um serviço de saúde para avaliação. A atenção aos sinais e a investigação de alterações suspeitas são importantes para favorecer o diagnóstico precoce do câncer de mama.

 

  • Fonte: CNN Brasil
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