Papa condena pena de morte enquanto EUA preparam transmissão de execução
- 10/10/2026 13:07
- Redação
O papa Leão XIV voltou a condenar a pena de morte neste sábado (10), enquanto os Estados Unidos planejam transmitir ao vivo uma execução por fuzilamento.
Sem mencionar a decisão do Pentágono, o líder católico afirmou que a pena de morte viola a santidade da vida humana e priva as pessoas da chance de redenção.
“O bem comum pode ser salvaguardado e os requisitos da justiça podem ser atendidos sem recorrer à pena capital”, afirmou Leão, o primeiro papa dos Estados Unidos, em uma postagem nas redes sociais.
“A pena de morte é inadmissível porque constitui um ataque à inviolabilidade e à dignidade da pessoa”, acrescentou ele na mensagem publicada no Dia Mundial contra a Pena de Morte.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou esta semana que os Estados Unidos vão transmitir ao vivo a execução por fuzilamento do atirador que matou 13 pessoas na base militar de Fort Hood em 2009.
Nidal Hasan, um ex-psiquiatra do Exército, deve se tornar a primeira pessoa a ser executada por um pelotão de fuzilamento pelas Forças Armadas dos EUA desde 1945.
O plano de transmissão ao vivo, defendido por Hegseth, gerou oposição de parlamentares, inclusive de alguns republicanos, além de líderes religiosos e de observadores internacionais.
O próprio Trump afirmou que ainda não decidiu se permitirá a transmissão ao vivo.
Já o vice-presidente JD Vance, que é católico, expressou ceticismo quanto à possibilidade de o Pentágono prosseguir com a transmissão da execução marcada para 3 de dezembro. Vance também disse que não assistiria à transmissão ao vivo caso ela ocorresse.
O plano de execução surge em meio a um debate acirrado nos EUA sobre a pena de morte, após uma injeção letal mal executada em uma mulher do Tennessee na semana passada.